Apresentação da Obra
A obra, uma mistura de jornalismo e literatura, é
uma grande reportagem sobre os problemas enfrentados pelos pescadores artesanais marítimos. Problemas
esses, relacionados à escassez de peixes e frutos do mar nas águas de Caraguatatuba, provocada pela
pesca de arrasto realizada por grandes embarcações e pela pesca predatória feita em períodos de defeso
- época de reprodução.

Atualmente, a falta de pescado tem provocado
dificuldades de sobrevivência na profissão de pescador e até a procura por outras formas de trabalho.
Os pescadores artesanais estão com grandes dificuldades em manter uma produção adequada, pois a enseada
suporta uma atividade pesqueira com 800 barcos - a colônia de pescadores da cidade tem 700 sócios - e
com a invasão das grandes embarcações (atuneiros e parelhas), a produção fica bastante reduzida
comprometendo a vida de cerca de 3.000 famílias e a ictiofauna do local.

A prefeitura da cidade, através da Secretaria de
Agricultura e Pesca, e a Colônia de Pescadores Z-8 “Benjamin Constant” vêm buscando a realização
de um projeto para a instalação de arrecifes artificiais com bóias demarcatórias numa extensão de 14
quilômetros, entre a ponta do Camaroeiro e a ponta do Arpoar, em direção à cidade de São Sebastião.

Segundo um levantamento feito pelo veterinário e
representante da Associação Ecológica de Caraguatatuba, Walter Tavares da Silva, a produção pesqueira
vem caindo muito nos últimos anos na cidade. Em média, 150 toneladas a cada ano deixam de ser
produzidas.

O custo total do projeto, que inclui a construção,
a instalação e o monitoramento dos arrecifes artificiais está estimado em R$80 mil.
