O
nome da Ilha de São Sebastião foi atribuído à ilha
principal do arquipélago por Américo Vespúcio, navegante
italiano a serviço da Coroa Portuguesa, encarregado de
conhecer e batizar lugares por onde passasse na costa
brasileira.
A Ilha de São Sebastião, com 330km² de área, abriga
cerca de quinze mil habitentes em 36 km de praias de águas
cristalinas, quase quatrocentas cachoeiras e picos altos, como
o do Baepi.
O navegador passou pela ilha em 1502.
Era um local de descanso dos tupinambás, que a chamava, de
Ciribaí (lugar tranquilo).
Com as caravelas portuguesas vieram também as naus de
piratas, que aproveitando a posição estratégica da ilha, a
tornaram refúgio e esconderijo de seus tesouros. Até hoje
sonhadores procuram as fortunas ocultas em locais como o Saco
do sombrio, na parte leste da ilha.
Com a concessão de uma sesmaria em 1608 a Diogo de Unhate,
inicia-se o povoamento. Aparecem culturas de fumo, banana,
cana e os engenhos de açúcar e aguardente, além da
mandioca, ainda cultivada pelas comunidades caiçaras.
No fim do século XVII e começo do século XVIII a ilha
era próspera, com engenhos e comércio. A elevação do
povoado à categoria de vila só ocorreria em 3 de setembro de
1805, quando recebeu o nome de Villa Bella da Princeza.
Contava na época com três mil habitantes.
Afugentando os piratas, Ilhabela viu-se transformada em
local de desembarque de escravos contrabandeados na metade do
século XIX, devido a proibição do comércio negreiro. Os
navios fundeavam na Baía dos Castelhanos e os escravos
atravessavam a pé a difícil topografia da ilha, sendo assim
introduzidos no continente.
A abundância da mão de obra escrava terminou por fazer
com que Ilhabela atingisse seu ápice econômico. Mais de
trinta engenhos de açúcar proliferaram ao redor da ilha onde
muita mata nativa deu lugar à cana de açúcar.