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Marcos de episódios emocionantes da história do Brasil ainda podem ser vistos na costa do Litoral Norte de São Paulo. Aqui índios, colonos, jesuítas e piratas lutaram pela terra prometida onde os portugueses vitoriosos lançaram a base da nova nação.
Restam muitos marcos da época colonial na paisagem - canhões, centros históricos como os de Paraty e São Sebastião, fazendas em ruínas ou restauradas em llhabela e Caraguá, fortes em Paraty e Bertioga. Igrejas e capelas modestas em Ubatuba. Parte deste passado esconde-se no meio do mato. Parte sumiu da lembrança, com o passar dos séculos.
Porém hoje se pode conhecer, com ajuda de empresas especializadas e projetos das prefeituras, este período heróico. Basta fazer um passeio tranqüilo nas áreas preservadas, ou penetrar nas trilhas inóspitas para descobrir ruínas ocultas entre árvores centenárias. E procurar, no convívio com os caiçaras, tradições que sobreviveram, transmitidas de geração a geração.
Estudos descrevem também a vida dos povos nômades que antecederam os índios, no início da era cristã. O Litoral Norte se revela tão rico em história quanto em praias ensolaradas.

Antes de Cristo

Ubatuba, antes do início da era cristã, já era povoada por grupos que se dedicavam à pesca e à coleta de moluscos, complementando sua dieta a caça, frutos, sementes e raízes. Em bandos, percorriam as praias, costões rochosos, manguezais e lagoas, em busca de peixes, crustáceos, tartarugas, botos, pequenos mamíferos, aves e produtos da mata.
Na preparação dos alimentos, faziam pequenas fogueiras, armavam moquéns, assavam ou tostavam a carne sobre brasas. Na pescaria, talvez tenham utilizado o arco e flecha, como faziam muitas tribos indígenas, seus possíveis descendentes, na época do descobrimento.
A equipe da USP liderada pela arqueóloga Dorath P. Uchoa estudou os sítios do Tenório e ilha do Mar Virado, ao largo do Saco da Ribeira, e chegou às conclusões acima. No Museu da Fundart, em Ubatuba, encontram-se utensílios milenares, obtidos nas escavações.

Brasil português

O Litoral Norte paulista conservou grande parte de sua paisagem primitiva até a abertura da Rio-Santos em 1975. Os diversos ciclos de ocupação não desfiguraram sua paisagem. Apenas deixaram para o futuro locais de visitação histórica, cheios de lembranças e lendas curiosas. Aqui há ruínas coloniais, aldeias indígenas e praias virgens como na época de Martim Afonso de Souza, donatário da capitania de São Vicente, que incluía grande parte da atual costa paulista, onde se travaram as batalhas que decidiram o destino futuro do país. Aqui se forjou o Brasil português e católico. Poderia ter sido francês e protestante, ou indígena, caso o desfecho fosse outro.
Dos índios, derrotados, restaram apenas algumas aldeias dos guarani em São Sebastião e Ubatuba, e costumes caiçaras, como o preparo da farinha de mandioca. O índio fazia uí-atã, farinha seca, comum. De mandioca crua, raspada, espremida com a mão ou no cilindro tipiti, não difere da farinha caiçara de hoje.

Confederação dos Tamoios

Consolidou-se o domínio português. A capitania de São Vicente foi a maior das dez concedidas por D. João III, e a primeira a ser povoada, a partir de 1532. As vilas surgiram nas planícies de sedimentação marinha, onde se encontrava um curso d'água, favorecendo a agricultura e a pecuária. No litoral fluminense, os franceses procuraram alianças com os índios, para fundar a França Austral. Em 1556 os tupinambás lideraram a Confederação dos Tamoios, sob o comando de Cunhambebe, "grande chefe".
No cerco a São Vicente os índios capturaram Hans Staden. Em 1557 os portugueses, ou perós, retomaram a fortaleza de São Felipe e, atravessando o canal de Bertioga, levantaram a fortaleza de Santiago. As duas defendiam os colonos contra os temíveis antropófagos. O relato mais famoso da vida dos índios foi escrito pelo alemão Hans Staden, que viveu prisioneiro em Iperoig, antigo nome de Ubatuba, e quase virou comida dos índios.

Staden, um aventureiro

Escapou, e a primeira edição de sua obra, em 1557, era apresentada como "Verdadeira história e descrição de um país habitado por homens selvagens, nus, ferozes e antropófagos, situado no novo mundo chamado América, desconhecido no país de Hesse, antes e depois do nascimento de Jesus Cristo até o ano passado. Hans Staden de Homberg, em Hesse, o conheceu por sua própria experiência e o faz conhecer agora graças à imprensa."
Os remanescentes das populações indígenas ainda aparecem, nas feiras livres e mostras de artesanato, vendendo seus produtos tradicionais, ao lado de caiçaras de pele morena e, não raro, olhos azuis, herança dos franceses. Visitar aldeias depende de aprovação da Funai.

Tempos difíceis

Durante a primeira metade do século XIX o Litoral Norte conheceu um período de crescimento. No início do século os tempos foram difíceis devido à investida e constantes ameaças dos piratas que percorriam a costa, levando o terror às populações, o que só desapareceria a partir de 1830.
Além disso o litoral ressentia-se da falta de comunicações com o Planalto. São desse século os caminhos do padre Dória, ligando São Sebastião ao reverso da Serra, e o de Ubatuba a São Luiz do Paraitinga.
A abertura desses caminhos foi estimulada por um novo produto, o café, sobressaindo-se Ubatuba e São Sebastião em seu cultivo e exportação. A melhoria das estradas só viria com o desenvolvimento turístico, a partir dos anos sessenta.

Decadência

Tendo tido importância como portos do café, São Sebastião e Ubatuba entraram em declínio quando, a partir de 1867, inaugurou-se a ferrovia entre São Paulo e Santos. Em 1877 definiu-se a ligação ferroviária entre São Paulo e Rio de Janeiro. Estas estradas de ferro contribuíram para a marginalização do Litoral Norte.
Além da lavoura de subsistência e pesca, o Litoral Norte desenvolveu o cultivo da banana, cultura introduzida a partir da Baixada Santista, no século XVIII, e intensificada no século XIX. Em relação a São Sebastião, muitas iniciativas visavam ligar o Litoral ao Planalto por ferrovia.
Ubatuba chegou a construir parcialmente uma ferrovia, com tecnologia francesa. Para sorte dos futuros turistas, não deu certo. A região preservou sua beleza para um novo descobrimento. Hoje guarda um passado magnífico e praias desertas, à espera dos novos aventureiros em seus carros, motos, lanchas e iates. Além de marinas, ampla rede de hotéis, vida noturna movimentada e comércio dinâmico.





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