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Segunda-feira, 09 de abril de 2001 - Nº 267 Arquivo
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Principais Manchetes:

Detentos fazem rebelião em Caraguá
Após destruição, presos passam dia no pátio
Veleiro americano diz adeus ao Brasil
Barco foi frequentado pela realeza
Caraguá terá informática em escolas
Professor de Caraguá é deportado
Caraguá define destino de sem-teto


Detentos fazem rebelião em Caraguá
Tumulto em cadeia começou após descoberta de túnel de dois metros escavado para fuga em massa

Caraguatatuba - Os presos da Cadeia Pública de Caraguatatuba, no litoral norte, fizeram uma rebelião relâmpago que durou cerca de quatro horas- das 22h30 de sábado às 2h de ontem.
O tumulto começou após a descoberta, pela Polícia Militar, de um túnel de cerca de dois metros que seria utilizado para fuga em massa no final de semana. Dois carcereiros foram feitos reféns.
A Cadeia de Caraguatatuba está superlotada. Com capacidade para 48 detentos, atualmente abriga 141 presos.
A última rebelião na Cadeia Pública de Caraguatatuba ocorreu em maio do ano passado, quando um detento foi morto.
O túnel foi descoberto por uma ronda feita por dois policiais militares na área externa da cadeia. O buraco, de aproximadamente dois metros, começava na cela sete da cadeia e terminava no pátio do batalhão da Polícia Militar, que fica localizado nos fundos da cadeia.
No total, a cadeia de Caraguatatuba tem oito celas. A PM não informou se na hora da descoberta os presos estavam cavando o túnel.
REFÉNS - Após a descoberta do túnel, os presos da cela sete, onde começava a passagem subterrânea, saíram da cela e passaram a quebrar os cadeados da carceragem.
Os detentos caminharam em direção ao pátio do batalhão. Armados com estiletes, os rebelados fizeram reféns os carcereiros Luís Antônio Ribeiro e Cláudio Monteiro do Nascimento.
A direção da cadeia pediu reforço policial para tentar controlar a situação. Foram deslocados trinta policiais militares e dez policiais civis para fazer a segurança do local.
Além da ameaça aos reféns, as Polícias Civil e Militar temiam uma fuga de presos durante a rebelião. Havia o temor de que os detentos cumprissem as ameaças e matassem os dois carcereiros.
A delegada Arlete Maria Carvalho Neves e o diretor da cadeia, Flávio de Carvalho Joaquim, fizeram a negociação com os presos rebelados.
Entre as reivindicações dos detentos estava a transferência para outras cadeias da região.
RENDIÇÃO - Após duas horas de negociação, os presos concordaram em libertar os carcereiros que foram feitos reféns.
Segundo a PM, apesar de terem passado todo o tempo da rebelião sob ameaça de estiletes, nenhum dos dois carcereiros sofreu agressão física.
A rotina na prisão foi mantida ontem. Segundo a PM, o café da manhã e o almoço foram servidos nos horários normais- das 8h às 9h e das 12h às 13h.
O dia de visitas dos presos de Caraguatatuba é a quarta-feira, que deverá ser mantido. (Fonte: Folha Vale)

Após destruição, presos passam dia no pátio

Caraguatatuba - Os presos da Cadeia Pública de Caraguatatuba passaram o dia de ontem no pátio da prisão. Durante a rebelião, ocorrida na madrugada, os detentos quebraram os cadeados e todas as celas ficaram abertas.
De acordo com a PM, não havia condições de iniciar a restauração das celas no dia de ontem. A colocação de novos cadeados e as obras para recuperação da cela sete, onde os presos cavaram um túnel, devem ter início hoje.
O pátio da prisão tem área de 300 metros quadrados. O espaço é protegido por telas. A PM informou que os presos não estavam expostos a sol ou chuva, porque havia a opção de ficar nas celas abertas.
REIVINDICAÇÃO - As reivindicações dos presos eram a transferência para prisões da região e a agilidade nos processos de liberação de detentos que já cumpriram pena.
A PM não informou se a transferência dos presos será de fato realizada. A Folha não conseguiu localizar ontem o diretor da cadeia de Caraguatatuba, Fábio de Carvalho Joaquim. (Fonte: Folha Vale)

Veleiro americano diz adeus ao Brasil
Com a fama de navio espião na Segunda Guerra, "Atrevida" vai integrar frota náutica de uma companhia do Japão

São Sebastião - Após passar mais de meio século nas águas brasileiras, o veleiro 'Atrevida' -- apontado como um dos maiores do gênero -- vai embora para o Japão. Além de ser um dos símbolos da sociedade carioca, ele conta com uma dose de mistério. Criado para ser uma das embarcações mais velozes da década de 20, o veleiro carrega a fama de ter sido 'espião' contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial.
Hoje, ele vive seus últimos dias, antes de ganhar as águas do Oceano Pacífico, no Porto de São Sebastião. Até o final do mês, ele será transferido para Miami (EUA) e, posteriormente, seguirá para o Japão, onde passa a integrar a frota da Marobeni Corporation.
O agente Francisco das Chagas Almeida, da Conrad'Milla, empresa de São Sebastião que está cuidando da transferência do veleiro para os Estados Unidos, disse que em breve a embarcação vai receber bandeira panamenha. "Após o desembaraço na Receita Federal ele fará sua última viagem pelo Brasil."
SUNTUOSIDADE - Projetado em 1923 nos Estados Unidos pelo engenheiro Nathanael Green Herreshoff, então com 73 anos, a pedido do presidente do New York Yacht Club, Charles L. Harding, o veleiro foi batizado de 'Wildfire' quando foi lançado ao mar um ano depois.
Nesse período ele disputou as principais competições de iatismo do país, vencendo uma das mais importantes regatas da época, a Astor Cup, com menos de um ano de batismo.
Data desse período as informações de ter sido um navio 'espião'. O marinheiro Marcos José confirma os boatos, mas diz que não são verdade. "Eles tão um charme à história do veleiro."
O projeto da embarcação foi considerado ambicioso para a época uma vez que o veleiro tem proporções consideradas audaciosas. Ele mede 98 pés (cerca de 33 metros de comprimento), mais que o dobro das atuais embarcações.
O casco foi construído com aço e o veleiro pesa cerca de 30 toneladas. Com as reformas feita no Brasil, onde chegou em 1946 e foi batizado de 'Atrevida', o veleiro ganhou estrutura com mais de 30 metros de altura e cabos de aços para suportar as velas.
Avaliado em mais de R$ 2,5 milhões, o veleiro viveu áureos momentos e abrigou em seus camarotes a nata da sociedade brasileira e a realeza européia (leia texto nesta página).
Com três camarotes, sendo uma suíte, banheiro, cozinha completa e salão de festas, o 'Atrevida' chama a atenção principalmente porque consegue aliar o antigo com o moderno.
O painel de controle data do período da construção, mas ao lado há equipamentos como GPS e um ploter para melhor visualização das cartas náuticas. Dois radares e três rádios de alto alcance permitem a comunicação com o mundo todo. (Fonte: ValeParaibano)

Barco foi frequentado pela realeza

São Sebastião - Desde que chegou ao Brasil, em 1946, trazido pelos irmãos e empresários Bhering, Darke e Jorge de Oliveira Mattos, o 'Atrevida' teve momentos que entraram para a história.
Por três anos os empresários cariocas eram destaque com a embarcação. O fim da era dos Mattos terminou três anos depois quando o filho de Jorge, Darkinho, desobedeceu sua ordem, trancou um marinheiro no paiol do veleiro e foi com sua turma para alto mar.
O empresário recebeu uma proposta de Dirceu Fontoura, filho do criador do biotônico que leva o nome da família, e vendeu o veleiro. Relatos disse que na época foram oferecidos 800 contos de réis e o negócio foi fechado sem discussão.
A partir de então o 'Atrevida'foi palco de inúmeras festas sociais. No livro de registro de visitantes constam figuras ilustres como o rei Gustave e a rainha Silvia, da Suécia, Alexander Fleming, o descobridor da penicilina, Roberto Carlos, a eterna Miss Brasil Martha Rocha, o ator Telly Savalla, que imortalizou o Kojak.
Na década de 90 a embarcação foi vendida para a Nissan do Brasil, que foi dispôs o veleiro no ano passado. (Fonte: ValeParaibano)

Caraguá terá informática em escolas

Caraguatatuba - A Prefeitura de Caraguatatuba está investindo cerca de R$ 800 mil para informatizar todas as escolas municipais. As aulas de informática passam a fazer parte do currículo escolar de alunos de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental.
Das 21 escolas municipais, 13 estão com o laboratório de informática montado com 40 computadores cada. No total, 240 micros estão instalados e interligados com a Secretaria Municipal da Educação.
Os professores, diretores e supervisores de ensino estão recebendo um treinamento com monitores para desenvolver as atividades nas salas de aula. Anteontem, foi apresentado o programa educacional que foi implantado pela empresa Visual Class.
A secretária da Educação, Roseli Morilla, disse que inicialmente cerca de 7.000 dos 11 mil alunos da rede municipal serão beneficiados com o novo sistema.
O prefeito Antônio Carlos da Silva (PSDB) disse que a educação é uma das principais metas para esta administração. No próximo dia 20, aniversário de Caraguá, serão entregues mais quatro unidades escolares e creches. (Fonte: ValeParaibano)

Professor de Caraguá é deportado

Caraguatatuba - O corretor de imóveis e professor de judô, Milton Pablo da Silva, 29 anos, de Caraguatatuba, foi deportado dos Estados Unidos na última quinta-feira sob a alegação de falta de passaporte.
Silva disse que estava na Califórnia desde o dia 20 de março participando de campeonatos e aperfeiçoando o inglês. No último dia 30, ele teria ido com amigos para Tijuana, no México, e teria esquecido o documento no carro.
Ele foi parado pela imigração e mesmo depois do amigo buscar o passaporte, foi detido na fronteira. "Mostrei toda a documentação e a passagem onde meu retorno estava previsto para o dia 30 de maio, provando que não estava errado, mas só sofri humilhações."
Silva disse que não sabe o motivo de as autoridades da fronteira não terem aceitado o seu documento. Ele ressalta que desde 99 vai ao Estados Unidos e seu passaporte é válido até fevereiro de 2009.
O professor disse que vai acionar judicialmente a imigração e pretende escrever um livro sobre o que passou nos seis dias que ficou detido. (Fonte: ValeParaibano)

Caraguá define destino de sem-teto

Caraguatatuba - A situação das famílias de sem-teto que estão abrigadas no Centro Esportivo de Caraguatatuba deve ser definida esta semana. A Secretaria da Promoção Social está fazendo um levantamento sócio-econômico para saber quais famílias realmente precisam de auxílio.
Enquanto isso, 27 famílias que foram retiradas dos imóveis do Jardim Casa Branca dividem o espaço com jogadores que usam a quadra de esporte.
Jéssica Jordana dos Santos, 18 anos, disse que o único problema é que tem muita gente em um mesmo local. Ela tem uma filha de 2 anos e disse que a menina está apanhando das crianças mais velhas.
O gari Vanderlei da Silva, 34 anos, também está com problemas de adaptação. "Como a quadra fica aberta até tarde, as crianças não conseguem dormir."
A secretária da Promoção, Maria do Carmo Ferreira, disse que após o término do levantamento será possível definir o que será feito com as famílias. (Fonte: ValeParaibano)


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