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Principais Manchetes:
Estudo comprova: praia poluída causa doença
Engenho, modelo de recuperação ambiental
Rodovias do Vale terão balanças móveis
Excesso de peso é vilão das estradas
Litoral Norte fecha cerco contra ambulante
Hospedagem: Litoral tem acréscimo de 30% de vagas
Reveillon 2001 - 2002 em Caraguá
Verão agrava problema de tratamento do lixo
São Sebastião cria aterro com tecnologia alemã
900 guarda-vidas estarão no litoral
Carta do Leitor
Estudo comprova: praia poluída causa doença
Cetesb mostra que crianças de até 7 anos
são mais suscetíveis à contaminação
Litoral Norte - A Companhia de
Tecnologia em Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb) acaba
de concluir estudo inédito no País comprovando a relação
entre praia contaminada e saúde pública. "O objetivo do
trabalho é fazer com que as pessoas respeitem a sinalização
de balneabilidade das praias e evitar que fiquem doentes",
diz a bióloga Cláudia Lamparelli, gerente do setor de Águas
Litorâneas da Cetesb.
Para o estudo, foram entrevistadas 24 mil pessoas, durante cinco
fins de semanas em cinco praias de São Paulo entre janeiro e
fevereiro de 1999. As entrevistas foram feitas por 65
estagiários, com pessoas que passaram em média quatro horas na
praia.
Uma semana depois, telefonava-se aos entrevistados para saber de
sintomas como febre, diarréia e vômitos. "Ficamos com um
universo final de 17 mil pessoas. Só mantivemos as entrevistas
nas quais tivemos certeza de que os sintomas foram pelo banho de
mar, eliminando casos duvidosos."
O resultado: as pessoas que freqüentaram as praias de pior
qualidade ficaram mais doentes; nas praias contaminadas,
crianças com menos de 7 anos apresentaram muito mais sintomas
do que adultos; quem entrou na água ficou mais doente do que
quem não entrou; quem teve maior grau de exposição
(mergulhou, engoliu água) teve índices muito maiores de
sintomas do que os menos expostos.
"Não conseguimos chegar a um padrão que determine
exatamente o limite de balneabilidade, mas a correlação entre
doenças, como gastroenterite, e qualidade da água ficou
clara", diz Cláudia. Segundo ela, são poucos os estudos
semelhantes no mundo. "Reunimos 22, a maior parte na
Inglaterra e Estados Unidos."
Como mostra esta quarta reportagem da série sobre o litoral,
além de gastroenterite, hepatite A, febre tifóide ou cólera,
a exposição à areia e água contaminadas pode trazer
problemas dermatológicos. "O sol é um fator depressor da
imunidade, facilitando a aquisição de doenças banais, como
herpes actinico, impetigo estafilocócico e até micoses",
diz o dermatologista João Pupo Neto.
Pupo alerta para o risco da larva migrante, que surge do contato
da pele com fezes de cães e gatos, a miiase, resultado da
inoculação de larvas de mosca varejeira na água suja ou
restos de alimento e até uso de produtos químicos.
"Freqüentemente, as pessoas voltam da praia com erupções
alérgicas, causadas por insetos ou cosméticos e protetores
usados com fim preventivo."
Orientação - Os resultados do trabalho da Cetesb foram
apresentados às prefeituras do litoral, em reunião realizada
em Santos no início do mês. "Verificamos que a maioria
está consciente do problema e sabe que não adianta tapar o sol
com a peneira e retirar ou ignorar as bandeiras vermelhas."
Segundo a bióloga Cláudia, as informações deverão ser
divulgadas aos banhistas pela campanha Verão Limpo, com
folhetos elaborados em conjunto pela Secretaria do Meio Ambiente
e prefeituras do litoral. (Fonte: Estado)
Engenho, modelo de
recuperação ambiental
Freqüentadores de reduto do litoral norte
mudam estrutura para evitar poluição
São Sebastião - Com
apenas de 500 metros de extensão, a Praia do Engenho, em São
Sebastião, tem cinco condomínios, um hotel e menos de dez
outras casas, todos empenhados em preservar esse pequeno e quase
exclusivo paraíso. Por isso, quando há dois anos a Cetesb
substituiu a eterna bandeira verde pela vermelha, indicando
problemas na balneabilidade da praia, os freqüentadores
entraram em choque. "Foi tão inesperado, que imediatamente
juntamos todos os moradores para buscar uma solução.
Contratamos uma empresa especializada em saneamento, a
Ecofercans, através da Sociedade Amigos da Praia do Engenho
(Sape), para fazer um diagnóstico", conta a subsíndica do
condomínio Vilarejo do Engenho, Ewa Brandel.
O trabalho, acompanhado pela Cetesb, incluiu a inspeção dos
sistemas de tratamento de efluentes dos condomínios e das
ligações de esgoto de todas as casas. "Foram detectados
problemas diferentes, com gravidade maior ou menor.
Um dos condomínios, por exemplo, jogava águas pluviais com o
esgoto e foi orientado a corrigir isso. Outros fizeram
alterações na dosagem de cloro ou algumas obras com
orientação da Cetesb", diz Ewa.
Todos colaboraram e logo a bandeira verde voltou. "Como
fizemos tudo em conjunto, não ficou caro para ninguém."
Para Ewa, apesar do susto, o processo foi produtivo. "Como
a tecnologia evolui, fazer uma revisão no sistema de um
condomínio como o nosso, que já tem dez anos, foi até
oportuno. Agora, contratamos a mesma empresa para nova vistoria
e instalamos um novo clorador." (Fonte:
Estado)
Rodovias do Vale terão
balanças móveis
Tamoios terá dois postos de pesagem;
Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas aplaude a medida
Litoral Norte - Os caminhoneiros que
costumam trafegar com excesso de peso nos veículos devem ficar
mais atentos. A partir de janeiro, o DER (Departamento de
Estradas de Rodagens) vai instalar balanças móveis em mais
cinco rodovias da região.
Os postos de apoio estão em plena construção e o primeiro a
ser inaugurado deve ser da rodovia dos Tamoios (SP-99), que liga
São José dos Campos a Caraguatatuba, no Litoral Norte.
Segundo o engenheiro do DER, Jorge Jobran, nesta rodovia serão
instalados dois postos, sendo um no quilômetro 23, em Jambeiro,
e outro no quilômetro 67, em Paraibuna.
Essas balanças objetivam impedir que caminhões com carga acima
do peso trafeguem pelas rodovias. Além de danificar o asfalto,
esses veículos são responsáveis por graves acidentes.
Ainda de acordo com Jobran, em janeiro também devem entrar em
funcionamento as balanças das rodovias vereador Júlio da Silva
(SP-42), no quilômetro 168, em São Bento do Sapucaí, e Dr.
Avelino Júnior (SP-52), no quilômetro 203, em Cruzeiro divisa
com Minas Gerais.
Na Oswaldo Cruz (SP-125), que liga Taubaté a Ubatuba, a
balança será implantada no quilômetro 56 e começa a operar
em fevereiro, assim como o posto da rodovia Floriano Rodrigues
Pinheiro (SP-123), que liga Taubaté a Campos do Jordão, que
irá funcionar no quilômetro 25,5.
O DER está investindo cerca de R$ 700 mil para a implantação
das balanças móveis e construção dos postos. De acordo com
Jobran, serão realizadas fiscalização de rotina e de
surpresas nas estradas.
APOIO - Para o presidente do Sindivapa (Sindicato das Empresas
de Transportes de Cargas do Vale do Paraíba e Litoral Norte),
Blaird Cardoso, essa foi a melhor notícia dada pelo DER.
"Há anos que a entidade está lutando para que isso fosse
feito."
Cardoso confirma que há caminhoneiros que andam com até o
dobro da capacidade total de carga para compensar o frete.
" O valor está defasado e muitos tentam compensar a
tonelada pelo quilômetro percorrido."
O sindicalista alerta para os riscos. Além dos acidentes, o
excesso pode refletir em despesas com o veículo. Como exemplo
ele cita um caminhão projetado para carregar um determinado
peso e que faz até três quilômetros com um litro de óleo
diesel. "Por causa do abuso, esse mesmo veículo chega a
fazer só 1,8 quilômetro por litro."
PENALIDADE - O comandante da Polícia Rodoviária no Litoral
Norte, tenente Lourival da Silva Júnior, disse que quem estiver
com o peso acima do limite pode ter ser veículo retido até que
seja feito o transbordo excedente.
O artigo 231, parágrafo 5, do Código Brasileiro de Trânsito,
determina ainda a aplicação de multa que varia de cinco (R$
5,30) a 50 (R$ 53) Ufirs, conforme o excesso. (Fonte:
ValeParaibano)
Excesso de peso é vilão das
estradas
Litoral Norte - O excesso de peso
dos caminhões é um dos principais vilões da precariedade das
estradas brasileiras. Segundo o DER, o asfalto das rodovias não
é feito para suportar pesos acima dos indicados pelos
fabricantes de transportes de carga.
Outro risco provocado por esses veículos é relacionado aos
acidentes. Isso porque, com o esforço além do recomendado, o
veículo pode apresentar problemas mecânicos e,
conseqüentemente, provocar algum acidente.
De acordo com o tenente Lourival da Silva Júnior, da Polícia
Rodoviária, a situação pode ser mais crítica em locais
íngremes como as estradas para o Litoral Norte ou para a Serra
da Mantiqueira. "Os freios são muito usados e, se eles
falharem por algum motivo, pode ocorrer uma tragédia."
Os caminhoneiros estão cientes do perigo e alguns confirmam que
sempre levam alguma carga a mais para ajudar no orçamento.
João Antônio Cunha, 42 anos, sendo 15 nas estradas, transporta
carvão para o litoral, mas se houver espaço, também carrega o
caminhão com madeira. "Meu limite são 200 peças ou o
equivalente ao valor do frete para o carreto."
Para o caminhoneiro Daniel Faria, 32 anos, a implantação de
balanças móveis não vai fazer muita diferença porque, como
carrega gelo, não costuma exceder no peso. (Fonte:
ValeParaibano)
Litoral Norte fecha cerco
contra ambulante
Vendedor sem licença pode ser multado e ter
mercadoria apreendida; praias mais movimentadas são principal
alvo
Litoral Norte - As quatro cidades do
Litoral Norte intensificaram as blitze para inibir a ação de
ambulantes clandestinos nas praias. A fiscalização será
constante nos pontos mais frequentados, como a praia Grande, em
Ubatuba, Martin de Sá, em Caraguatatuba, Maresias, em São
Sebastião, e Curral, em Ilhabela.
A Prefeitura de Ubatuba adotou o crachá como forma de
identificar o ambulante que pagou licença para trabalhar nas
praias. "Se não estiver com o documento à vista dos
fiscais, o material será apreendido", disse o prefeito
Paulo Ramos (PFL).
Segundo ele, há 720 vagas para ambulantes trabalharem nas
praias da cidade. Foi dado um prazo para que os interessados
regularizassem a situação.
Em São Sebastião, a prefeitura também deverá adotar sistema
de verificação mais visível. O secretário da Fazenda, Luiz
Leite Santana, disse que a idéia inicial é adotar cores
vibrantes para que os fiscais possam identificar de longe os
ambulantes.
"Mas para evitar que os irregulares tentem burlar a
fiscalização, os vendedores devem manter em mãos a licença
emitida pela prefeitura."
A cidade tem cerca de 450 vagas em seus 102 quilômetros de
costa.
Santana ressaltou que não é permitida a venda de bebidas
alcoólicas e frituras na praia. "Quem for pego também
terá a mercadoria apreendida."
POSTO - Um dos lugares preferidos pelos ambulantes, a praia
Martin de Sá, vai ganhar uma fiscalização mais intensa
durante a temporada de verão.
Para evitar que os clandestinos "sumam" com a
presença dos fiscais, foi montado um posto fixo na praça
central do bairro, onde as pessoas podem fazer denúncias.
A ambulante Maria de Fátima da Silva, 41 anos, que trabalha na
Martin de Sá, disse esperar que a fiscalização seja mais
atuante. "Não é justo a gente pagar todas as licenças
exigidas para chegar no verão e vir um monte gente vender no
nosso espaço."
O chefe da fiscalização do Comércio, Eduardo Machado de
Castro, disse que redeiros e vendedores de tênis, camisa e
frutas são os que dão mais trabalho. Hoje, há uma
preocupação com o vendedores de CDs piratas.
O município tem 300 vagas para ambulantes.
Em Ilhabela, a restrição é maior com a emissão de apenas 50
licenças. O diretor da Divisão de Fiscalização, Ronaldo
Alves Sousa, disse que desde agosto não foi liberada mais
nenhuma licença. A falta do documento gera multa de R$ 105.
Todas as mercadorias apreendidas ficam em depósitos municipais
e, caso não sejam retiradas em prazos estipulados, são doadas
para o Fundo de Solidariedade de cada município. (Fonte:
ValeParaibano)
Hospedagem: Litoral tem
acréscimo de 30% de vagas
Litoral Norte - Um levantamento da
Associação dos Hotéis e Pousadas de Caraguatatuba, Sinhores
(Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) e
Comtur (Companhia Municipal de Turismo) de Ubatuba constatou
crescimento de 30% na hospedagem formal nos municípios desde
2000.
Hoje, as duas cidades têm 20 mil leitos. Até o ano passado,
Ubatuba possuía 8.400 leitos, divididos entre hotéis, pousadas
e albergue. Atualmente, o sindicato possui 110 meios de
hospedagem formal e 12 mil leitos.
Em Caraguá, o bairro Indaiá registrou o maior crescimento
hoteleiro desde o ano passado. Segundo a Associação dos
Hotéis, foram inauguradas seis pousadas no local.
O Hotel Fazenda Três Poderes foi um dos que investiu na
ampliação. Os leitos disponíveis quase duplicaram entre 2000
e 2001, passando de 578 para 950. Até março, a empresa quer
ampliar as instalações para 1.200 leitos.
ILEGAIS - Novos meios de hospedagem na região de Maresias, em
São Sebastião, estão causando protestos dos proprietários de
hotéis.
Segundo dados da Associação de Pousadas e Hotéis de Maresias,
a praia concentra 80 estabelecimentos irregulares. A
concorrência evoluiu em cerca de 50%, do ano passado para cá. (Fonte: ValeParaibano)
Reveillon 2001 - 2002 em
Caraguá
Banda raízes anima revéillon em Caraguá
Caraguatatuba - Caraguá
espera receber 500 mil pessoas turistas e visitantes para este
final de ano, e para isso já tem uma programação animada,
segura e relaxante para quem vai passar o revéillon de 2001
para 2002. Na orla da praia central haverá shows pirotécnicos.
Outra atração garantida para a passagem de ano é um grande
show musical na Praça de Eventos com a banda Raízes, de São
Paulo, que toca todos os ritmos musicais. Antes do show haverá
aula de aeróbica no mesmo local.
Um dos grandes atrativos da praia central é a estátua de
Iemanjá, o onde o culto a imagem é feito por visitantes de
todo o país. A devoção à Iemanjá cresceu muito após a
novela Porto dos Milagres, exibida pela Rede Globo no começo do
ano. Nas outras praias da cidade, como Indaiá, Martim de Sá e
Cocanha, a animação vai ser geral, com shows musicais e queima
de fogos por toda parte. Já dá para imaginar a cidade
reluzindo em todos os cantos com música animada para todos os
gostos. Outro ponto interessante para a passagem de ano é o
Morro do Santo Antonio, de onde avista-se toda a orla da cidade.
O visual é inesquecível.
Quiosques, lanchonetes, clubes e danceterias já se preparam com
programações de shows para que os turistas possam cantar e
dançar na orla da praia e em outras regiões.
A idéia este ano é oferecer além de eventos, todo conforto e
tranqüilidade às milhares de famílias que estarão presentes
durante todo o feriado de réveillon. Já no dia 1º de janeiro
de 2002, o projeto “Brincando na Areia”, por exemplo,
pretende proporcionar maior conforto para os pais, com o
trabalho dos monitores que ficarão brincando e ensinando as
crianças nas praias onde o projeto estiver acontecendo. Outra
novidade para este verão é a massagem na praia. Para isso a
Secretaria Municipal de Turismo está selecionando terapêutas e
massagistas que estarão atendendo a turistas e veranistas em
nossas principais praias. A aeróbica e o vôlei, que são
atrações tradicionais, estarão acontecendo em nossas praias.
Visando melhorar a segurança nas praias da cidade, o prefeito
Antonio Carlos da Silva, em reunião com as Polícias Civil e
Militar conseguiu aumentar o efetivo para 25 homens que estarão
fazendo policiamento intensificado na Martim de Sá, considerada
como a praia mais badalada da cidade. Este policiamento
acontecerá nos fins-de-semana, das 17h às 7h da manhã, com
bicicletas, viaturas e à pé. Fora isso, um reforço especial
será deslocado para as demais áreas da cidade, durante a alta
temporada de 2002, preservando o bem-estar da população e
turistas que escolhem a cidade para curtir férias de Verão.
Tudo isso irá garantir um réveillon mais seguro a todos os
visitantes. Com relação à limpeza, a prefeitura, através da
Secretaria de Serviços Municipais já está fazendo um
planejamento de coleta de lixo para a alta temporada de 2002. No
setor de coleta, a secretaria disponibilizará 15 veículos com
capacidade para 8 toneladas cada, prevendo uma retirada diária
de 200 a 250 toneladas de lixo por dia, atendendo a região
central e praias. Nos bairros, a coleta será feita
alternadamente, e na região Norte, para um melhor atendimento
será implantada uma estação de transbordo de lixo no bairro
Massaguaçu. (Fonte: PMC)
Verão agrava problema de
tratamento do lixo
Aterros sanitários não são adequados e
acabam provocando poluição das águas
Litoral Norte - Na alta temporada,
só o lixo recolhido no litoral norte seria capaz de erguer por
mês uma pilha de 24 metros de altura sobre o gramado do
Estádio do Morumbi. No verão, as prefeituras e empresas
terceirizadas recolhem na região 963 toneladas por dia de
resíduos. É mais de três vezes a média dos outros meses do
ano. Um problema que o Estado mostra nesta segunda reportagem da
série sobre o litoral.
O verão é brindado pelos turistas que lotam as praias e pelos
comerciantes que ganham mais. Mas o crescimento da população
nesses municípios agrava o problema do armazenamento e
tratamento de lixo. Na última década, a expansão populacional
no litoral foi maior que o do restante do Estado.
As soluções para tratar essa montanha de lixo têm sido
levá-los para aterros. No litoral norte, não há nenhum aterro
sanitário construído de forma adequada. Todos estão se
adaptando para evitar os problemas comuns nos antigos lixões:
eliminação do chorume - líquido que escorre do lixo nos dias
de chuva e contamina solo e águas subterrâneas -, mau cheiro e
questionamentos judiciais. Os catadores só foram retirados da
maioria deles nos últimos anos.
Centenas de urubus rondam diariamente o aterro de Ilhabela, que
não recebe nenhum tratamento. No passado, já se cogitou levar
as 15 toneladas diárias para um município vizinho, mas a
solução era inviável. Os caminhões teriam de atravessar a
balsa para levar os resíduos, causando outro problema. "O
atual volume ainda permite um rearranjo do local para
transformá-lo num aterro adequado", explica Edward
Boehringer, diretor da Secretaria de Meio Ambiente.
Banho - Esse é o mesmo raciocínio do chefe de serviços
públicos de Ubatuba, Pedro Paulo Sousa. No município, no
bairro Parque dos Ministérios, funciona um aterro controlado. A
diferença com um aterro sanitário é que aquele não faz o
controle do chorume. Em Ubatuba, o líquido poluidor escoa nos
dias de chuva para o Rio Grande, que deságua na Praia de
Iperoig. Tanto em um quanto em outro lugar, banhistas se
divertem nas suas águas.
A prefeitura de Caraguatatuba trabalha desde 1997 para
transformar seu antigo lixão num aterro sanitário e quer criar
duas outras áreas, mas esses projetos nunca saíram do papel
por terem sido contestados na Justiça. Só no verão, o lixo
gerado pelos turistas aumenta de 70 para 150 toneladas por dia.
"Durante a temporada, é impossível atingir a limpeza de
100% das ruas e praias. Em 2000, atingimos 70%, mas este ano
queremos chegar a 90%", diz Gilberto Santos, diretor do
Departamento de Limpeza Urbana.
Uma solução defendida por ambientalistas para a diminuição
na coleta e no tratamento de lixo seria a reciclagem. O
município de São Sebastião, tido como exemplo da iniciativa,
ainda tenta deslanchar o projeto. Iniciado em 1989, ele teve
bons e maus momentos e agora tenta recuperar a credibilidade da
população. Hoje, das 80 toneladas de lixo diárias, menos de 5
seguem para a cooperativa de coleta seletiva. (Fonte:
Estado)
São Sebastião cria aterro com
tecnologia alemã
São Sebastião - A
poucos metros do asfalto da BR-101, na margem oposta à Praia da
Baleia, fica o aterro de São Sebastião. São 40 mil metros
quadrados que recebem diariamente 200 toneladas de lixo de 36
praias. Tanta sujeira que em pouco mais de 2 anos o espaço já
seria pequeno para os resíduos sólidos dos 62 mil habitantes
fixos e 200 mil nas temporadas. Mas o município ganhou um tempo
extra. Um novo projeto já triplicou a vida útil do local e
promete expansão maior.
Criado em 1985 como lixão, com os resíduos dispostos a céu
aberto e catadores disputando o espaço com as máquinas, o
local foi motivo de inúmeras brigas com os moradores e
veranistas porque exalava mau cheiro e poluía duas praias da
região. Nos dias chuvosos, o chorume contaminava o Rio Saí e
seguia até o mar. Para muitos, a solução seria remover o
aterro de lá.
Iniciado na administração anterior, o projeto de São
Sebastião foi mantido no local. Mas inovou na tecnologia de
cuidar do lixo. Os primeiros resultados já podem ser vistos por
quem - sim, há pessoas que fazem isso - visita o aterro. Os
urubus já procuram outras áreas.
A tecnologia é estrangeira. Em parceria com uma agência do
governo alemão, a GTZ, São Sebastião importa a técnica da
empresa também alemã Faber. No sistema - tratamento
mecânico-biológico - caminhões especiais rasgam os sacos de
lixo para tornar a sujeira mais homogênea. A matéria é então
recoberta com 30 centímetros de cascas de árvores, o que
afasta urubus e acelera a degradação. Num aterro convencional,
a decomposição leva 20 anos; neste, 9 meses. Depois, o lixo é
compactado e levado ao destino final.
"Se você não sente o cheiro e não vê o lixo, então
não é um aterro", diz o secretário de Obras e Meio
Ambiente, Wander Augusto. "Neste verão, teremos uma prova
de fogo. Nossa meta é chegar a 100% de lixo tratado." Este
mês, São Sebastião recebeu o Prêmio Quality Brasil por causa
do projeto do aterro, que será adotado por Santo André e
Blumenau.
"Ninguém quer um lixão perto de casa. O local não é
100% adequado, mas melhorou. Nesta época, o cheiro atingia toda
a praia", diz Anderson Poio, de 21 anos, diretor da
Sociedade Amigos da Barra do Saí. (Fonte: Estado)
900 guarda-vidas estarão no
litoral
Litoral Norte - Neste verão, os
bombeiros contarão com 900 guarda-vidas atuando por todo o
litoral paulista, que vai da Ilha Comprida até Ubatuba. Desse
total, 275 são temporários, com contratos que vigoram até o
final do carnaval. "O aumento do efetivo é muito
importante na alta temporada, período em que não conseguimos
atender o volume de ocorrências", diz o tenente Maurício
Machado Cunha.
A Petrobrás é a responsável pelos contratos temporários,
custeando salários, uniformes e equipamentos extras. Além
disso, a estatal promove um programa de apoio psicológico aos
bombeiros afetados por algum resgate frustrado, assim como às
famílias de vítimas de afogamentos.
A vendedora Ivani Lima, de 30 anos, é uma beneficiada pelo
projeto de salva-vidas temporário. "Como surfista, sempre
auxiliei em salvamentos. Além disso, é uma forma de conseguir
um reforço na renda de fim de ano", afirma ela, que
assumiu o posto no dia 15 e ontem realizou seu primeiro
salvamento, o de uma criança de 10 anos.
Os bombeiros contarão ainda com a ajuda de escoteiros, que
serão responsáveis pela conscientização dos banhistas. Eles
distribuirão folhetos orientando os pontos que devem ser
evitados e atitudes que diminuam os riscos de acidentes. Um
estudo realizado entre 87 e 99 apontou que o perfil do afogado
está é de jovens de 17 a 27 anos que abusam do álccol e da
comida. (Fonte: Estado)
Carta do Leitor
Sugestões - Um dia de domingo, numa fria tarde do mês de maio,
parei meu barco na praia da Cigarras. Joguei os ferros e fui
andar um pouco. Não havia uma viva alma. É uma praia que eu
gosto muito, me traz boas recordações de minha infância e
juventude, pois era freqüentada pela minha família nos velhos
tempos do HBC ( Hotel Balneário das Cigarras).
Minha esposa levava consigo um pacote de biscoitos. De repente
surgiram dois cães... cães de praia... super sem-vergonhas.
Pertenciam as famílias de caseiros ou quem sabe... sem dono.
Começamos a jogar pequenos pedaços de bolacha para os cães
que nos acompanhavam, fazendo muita festa e muito barulho.
Ao final de 10 minutos de caminhada, era de assustar, pois,
chamado pelos latidos dos dois primeiros cães, contei a
bagatela de 17 cães, de
todos os tamanhos tipos, cheiros, com sarna, sem sarna, com
rabo, sem rabo, bem tratado, mal tratado, enfim... era uma
matilha e tanto.
Realmente, o depto de Zoonose de qualquer cidade do litoral,
terá grandes dificuldades em controlar essas doenças
transmitidas pelo
universo canino. Só espero que não criem multas para cães
turistas.
Quanto aos amantes do som automotivo, que infernizam as praias,
principalmente as mais freqüentadas, realmente carecem de
disciplina e
uma multinha vai muito bem, pois, perto deles não se consegue
conversar, nem escutar o barulho das ondas.
A música (se é que se pode ser chamado de música) é
péssima. Isso já foi matéria de "Litoral Virtual"
quando um morador de um edifício, se descontrolou e jogou uma
garrafa sobre um carro na praia Martim de Sá, e acabou ferindo
uma garota.
Fica aqui a minha sugestão: quanto aos animais, o controle
deveria ser feito durante todo o ano, e evitaria atropelos em
época de temporada.
Quanto ao som dos automóveis, a prefeitura poderia criar um
espaço para campeonatos de som automotivo nos finais de semana,
com troféus, e longe dos moradores e das pessoas que procuram
um pouco de sossego nas férias.
Josino Bernardes Rodrigues
jbrlogistica@teranet.com.br
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