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Ronaldo Dias

A Identidade e as Chinelas

Os caracteres próprios, como as pessoas, ou lugares têm identidades. No decorrer do tempo, por diversas ações, boas ou más, adquirem outras. Quando definimos uma meta ou um objetivo temos que planejar. Também não se pode planejar antes da definição da meta ou do objetivo. Simples, como fazem os que traçam uma rota de navegação. Onde estou. Onde quero chegar. Neste caso (da rota de navegação) apenas o objetivo de onde quero chegar não dá a garantia do sucesso sem os pré-requisitos básicos necessários a navegação pretendida.

Ou seja, que tipo de equipamento disponho, se ele esta apto a percorrer a rota em condições normais e, quais os recursos necessários em condições desfavoráveis ou adversas. Assim, não podemos planejar sem respeitar a máxima que define acessórios e principal. Lembrando a cada instante que “o acessório acompanha o principal”. Sem o que, estaremos fadados ao insucesso ou a “ridicularização” de querer atravessar o Atlântico de automóvel.

Definida as de metas e os objetivos, precisamos buscar todas as informações disponíveis para o planejamento. O conhecimento profundo dos “caminhos” é fundamental. Para os “caminhos” desconhecidos, devemos buscar experiência, analisar “rotas” de terceiros, contratar técnicos com boa formação etc. Para resumir, para quem nunca “traçou” uma rota, pode “navegar” e pode estar no comando, porém, deve ter ao seu lado um excelente CAPITÃO. Apenas os mais afoitos e os aventureiros, podem utilizar os métodos das tentativas e erros, desde que os recursos (financeiros inclusive) e o risco do insucesso seja inteiramente seu. Que não envolva, por exemplo, o futuro de toda uma população.

Assim, imaginem a responsabilidade (os que têm) dos administradores públicos! Imaginem, o resultado, por exemplo, de um administrador que delega (erroneamente, pois a definição cabe a apenas a ele) os destinos econômicos e sociais do seu país, do seu estado ou de sua cidade? O destino de todos seria o mesmo que os dos passageiros de um Boing teriam, se o comandante da aeronave estivesse só, sem os engenheiros de vôo e fosse, até mesmo um Capitão. Só que de fragata.

Temos assistido e sofrido com as atitudes políticas de políticos muitas vezes até bem intencionados, que nomeiam “politicamente” seus assessores e secretários e dão a eles plenos poderes, até mesmo para a definição das “rotas”. O resultado, é um desastre. Ou, no mínimo, mais uma frustração para toda uma população que acreditava, desesperançada pela falta de rumo, perdida no seu destino, com sua carteira de identidade, com sua vocação definida pela própria natureza, mais uma vez, levada pelos mesmos e instransponíveis “caminhos” por uns poucos dinheiros, doses cavalares de vaidades e “compromissos”. “Não é brinquedo não”. Para mim ficam as dúvidas: irresponsabilidade, desídia, ingenuidade ou coragem? Terminando essa matéria me veio, assim do nada, uma frase secular e conclusiva “Não vá o sapateiro, além das chinelas”. Muito boa essa frase.

Ubatuba, 24/05/2002

Ronaldo Dias

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