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Batutas e Partituras
Está cada dia mais difícil continuar mantendo o ritmo. Nós
como participantes da grande orquestra chamada Brasil, não
conseguimos andar “afinados” por culpa do maestro louco, que
além de pensar que ele é bonito e não a camisa, tem “tiques
nervosos”. O que é pior, é que a cada dia parece mais um,
logo aludido pela mídia chapa branca.
E olhem, como se mexe o tal maestro. Como não podemos tocar sem
ele, ficamos atônitos a cada movimento de suas batutas. Não
podemos parar de tocar, porque sofremos penalizações, quando
tocamos, o que ouvimos é insuportável. Com as partituras
enviadas pelo FMI, o nosso maestro insiste que o que nos propõe
é música.
Desafinados, aturdidos, exaustos seguimos sem entender quando
será o grande concerto do conserto! Quantos anos de ensaios
exaustivos? Quantos maestros já subiram? Quando teremos um, que
nos proporcione ouvir pelo menos algum acorde agradável? É, a
incoerência é tanta, que nos faz perder as esperanças. Quem
sabe um dia, apareça algum maestro que realmente entenda de
música e saiba o que está fazendo ali com aqueles dois
pauzinhos nas mãos.
Um maestro de verdade que não toque apenas de ouvido. Se for
assim, pode ser até surdo que da certo. Até lá, ou em quanto
ele não parece, o melhor a fazer, quem pode é claro, é enfiar
a viola no saco. Quem não pode, fica sem alternativa, vai
desafinando até quebrar as cordas, com muita experiência de
saber de qual lado ela vai quebrar.
Com milhões de músicos figurantes nesta orquestra o que podem
representar músicos sem cordas? Assim pensa o maestro que pensa
que é maestro! A sua convicção é tanta que tenho acompanhado
pela TV, as últimas e mais novas propagandas da reforma
agrária do MST. Tem coisa mais discriminatória? Por exemplo,
eu e outros milhões, não temos fazenda. É só ir aos correios
para se inscrever? E aquela do PSDB, do rapaz bobo alegre?
Aquele é o brasileiro otimista que nosso maestro vÊ? Li,
depois de duas semanas afastados dos diários, declaração do
ministério da fazenda, que: “pediremos ao FMI, que não
considere investimentos...., como despesas... “
Nossa!!! Os “caras” são demais mesmo. Agora inovam em
conceitos contábeis??? Desde quando, RACINE E GÓIS,
investimento é despesa? Não é legal? Vão ter que rever a
reforma tributária e se certar com a Receita Federal. Coisas de
Mallanta! Dá para ao menos dormir com um barulho desses?
Brincadeira....!!! Toca FMI, toca aquela, pro Brasil dançar!!!
Eu, com tanta tecnologia disponível, em respeito aos meus
ouvidos, vou pedir para apertar o MUTE.
Ubatuba, 11/06/2001
Ronaldo Dias
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