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Caminhos e Auto Bans
Os objetivos de qualquer empresa organizada, ou mesmo de uma
pessoa comum são calçados de planejamento. Nas empresas, a
simples gestão dos fatores, não é suficiente para
manutenção e sobrevivência. Principalmente nos dias de hoje,
onde o profissionalismo tem de estar presente, sob pena de
exclusão da empresa do mercado.
Assim, independentemente do porte, a empresa sem objetivos
definidos e sem planejamento, está fadada a literalmente a
desaparecer do mercado. Apenas a experiência de tantos anos do
proprietário ou do grupo gerencial não é, de longe,
suficiente. O “deixa que eu sei”, “fiz sempre assim e deu
certo” e outras experiências baseadas nos “achismos” são
lastro de chumbo para a sucumbência.
A falta de um objetivo definido, de um planejamento consistente
e de agilidade, e porque não profissionalismo nas gestões,
infelizmente tem sido (infelizmente) a marca registrada do nosso
desenvolvimento turístico. Já era tempo e com grande atraso de
tomarmos novo rumo. Tentamos velhos e “novos” caminhos e em
todos, não tivemos direção. Os destinos estão cada vez mais
competitivos, mais aperfeiçoados na comercialização de seus
“produtos” turísticos.
E nós? Vamos ficar nas mesmas teclas de “paraíso”, Mata
Atlântica, setenta e tantas praias? Esses fatores, são só
molduras que temos de graça. Para se ter uma idéia, nem mesmo
desta moldura estamos cuidando. A falta de objetivos,
planejamento e diretrizes, podem ser constatadas em qualquer
observação; e olhem que não é preciso olhar muito para ver.
Nem mesmo para ouvir. Quem assistiu ou ouviu o “campeonato”
do SOM? Ações desencontradas não justificam os propósitos. O
desenvolvimento turístico como forma de opção econômica
(única) para um município tão regrado, com tantas
restrições (muitas hipócritas) ambientais não pode continuar
sendo tratado como assunto de só menos importância.
Nestas condições, o desenvolvimento turístico é o primeiro
problema social a ser resolvido. Como tal, precisa sair da
demagogia barata, dos achismos e dos deixa que eu sei. Os
espaços disponíveis a serem ocupados estão cada vez mais
restritos. São e estão limitados. Onde estarão os empregos e
a a renda perene? O futuro das crianças que vão a escola? Para
que cursos superiores no município? Onde os formandos irão
exercer suas profissões? Aqui, ou em outros destinos? Vamos
então implantar cursos de pós - graduação em caseiros? Vamos
esperar a “moldura” derreter e faltar feijão nas panelas?
Os caminhos, novos e velhos são apenas caminhos. O mundo, e faz
tempo, anda por Auto Bans. Quais deveriam ser então os
objetivos?
Ubatuba, 07/05/2001
Ronaldo Dias
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