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Escalonamento das Férias Escolares: Sim ou Não?
Este antigo assunto, volta aos noticiários e gera polemicas. O assunto merece amplo debate democrático, pois envolve o
futuro da única alternativa econômica regional. Os municípios ditos turísticos, principalmente como os daqui do
litoral norte, tem fortes doses de veraneio. Assim, em um (cada vez mais) curto espaço de tempo, toda a economia local e
seus “agregados” (oportunista de outros municípios) disputam (ávida e desordenadamente) o dinheiro que vem nos
bolsos dos visitantes.
A grande procura, principalmente nos período de pico (Reveillon, primeira quinzena de janeiro e carnaval) fazem o
cliente, muitas vezes até por falta de opção, aceitar a primeira oferta. Temos realmente infraestrutura para receber
essa verdadeira explosão de pessoas? As estatísticas afirmam serem mais de 2.000.000. Seguramente, esta “explosão”
supera em 10 vezes mais os habitantes e os (seus já precários) serviços públicos das quatro cidades juntas. Todos
sabemos e sentimos uma temporada.
É na verdade, a administração do caos. Do ponto de vista ambiental então, podemos citar o volume de lixo e a exaustão
de qualquer saneamento, quando existente e dimensionado. O trânsito nas cidades? Nas estradas? O atendimento nas Santas
Casas e nos prontos Socorros? Nos plantões das DP? As filas no postos, nos supermercados, nos bancos, nos caixas eletrônicos
ou mesmo para um simples cafezinho ou uma casquinha de sorvete! Nem é bom lembrar.
Em princípio e lembrando-me da época da estrada velha (São José-Caraguá – Ubatuba) que era péssima e perigosa, é
verdade, não tínhamos tanta gente assim e as temporadas eram excelentes (do ponto de vista financeiro e guardadas todas
as devidas proporções) e não tão caóticas. A situação atual em comparação com o (histórico) passado, me faz
crer no sucesso do escalonamento. Lógico que toda a economia passaria por uma longa fase de readaptação, mas, a
economia formal básica, o trade turístico, a grande maioria da população (não envolvida economicamente), os jovens
estudantes (que não tem colocação profissional no atual modelo) os turistas, os visitantes, os veranistas seriam todos
grandemente beneficiados.
O planejamento seria factível. O movimento seria previsível com excelentes resultados inclusive para a “imagem” que
desejamos ter e construir de nossas cidades. A ocupação hoteleira o faturamento do comércio (como um todo) teriam um
movimento mais distribuído durante o ano com condições mais flexíveis de preços e promoções. Esta minha opinião
tem o intuito de provocar repito, um debate democrático, em torno deste tema relevante, que tanta influência terá
sobre o nosso futuro e de todos os filhos destas terras. cansados. De todos.
Ubatuba, 10/09/2002
Ronaldo Dias
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