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Eu vou voltar pro Ceará
Para quem se
lembra o titulo acima era do refrão de uma música dos anos 70. A matéria
abaixo, mostra 30 anos depois, o que que o Ceará tem. No mínimo a consciência
do meio ambiente a serviço do homem.
Ceará quer filão do turismo de negócios
Grandes eventos, principalmente os que envolvem feiras, deixam de vir para o
Ceará porque o Centro de Convenções Edson Queiroz já está acanhado, diz o
secretário do Turismo Antônio Cambraia. A construção do novo Centro
Multufincional de Eventos e Feiras, no Poço da Draga, está definido, mas a
escolha do local ainda divide opiniões
O projeto do Centro Multifuncional de Eventos e Feiras do Ceará (CMEFC), que o
governo do Estado pretende construir no Poço da Draga, está sendo elaborado por
cerca de 150 profissionais de nível superior, coordenados pela Associação
Técnico-Científica Engenheiro Paulo de Frontin (Astef), com a interveniência
da Universidade Federal do Ceará, e pela Secretaria Estadual da Infra-Estrutura
(Seinfra). As equipes estão divididas em estudos ambientais, acessibilidade,
relocação e requalificação da comunidade do Poço da Draga, impactos
econômicos, projetos de arquitetura e engenharia, regularização fundiária,
comunicação, cultura e turismo. A expectativa é de que, em funcionamento, o
Centro incremente o turismo de negócios e preencha a grande lacuna em feiras. A
proposta é de um parque urbano de lazer, natureza e cultura com 30 hectares. O
empreendimento turístico ficará em área de 19 hectares.
O Projeto Básico inclui um acrescido (marina), no trecho entre o quebramar
Hawkshaw e o viaduto Moreira da Rocha, a oeste da Enseada de Mucuripe, mediante a
construção de 1.500 m de enrocamento de proteção litorânea até a cota +7,00
m e preenchimento da área criada, através do aterro hidráulico da ordem de
1.783.410 m3 de areia. O prazo para a mobilização e execução dos serviços
será de até oito meses.
O Centro Multifuncional reunirá um parque e áreas de concentração pública,
como feiras, exposições, congressos, teatros, auditórios e restaurantes, todos
ligados por passarelas. Também fará parte do complexo uma marina para aporte de
barcos de passeio e de competição e de cruzeiros. O empreendimento ficará
cercado por um circuito de avenidas, algumas delas já existentes, obedecendo ao
esquema viário estabelecido, reduzindo a intervenção na malha urbana
envolvida. O empreendimento oferecerá três mil vagas de estacionamento.
Cinco opções de localização foram inicialmente analisadas pelos urbanistas:
área do 10º GAC, Fazenda Uirapuru, área da cervejaria Astra, gleba da Praia do
Futuro, pátio da RFFSA (CBTU) e Poço da Draga. Técnicos do grupo de
transportes indicaram dois prováveis locais: RFFSA e áreas dispersas nas
avenidas Alberto Nepomuceno e Conde D' Eu. O pátio da antiga Rede Ferroviária
Federal será desocupado com a implantação do Metrofor. A escolha final - já
está praticamente acertada - levou em conta outros condicionamentos, como a
compatibilização com propostas existentes para a área central, explicam os
arquitetos Fausto Nilo e Delberg Ponce de Leon, da equipe de urbanistas. A
seleção final é de uma área atualmente compartilhada entre a indústria naval
Inace e a comunidade do Poço da Draga, com acréscimo de Marinha.
Os urbanistas cearenses visitaram 14 centros nas cidades de Barcelona, Porto,
Lisboa, Valência, Paris, Nice, Tampa, Orlando, Palm Beach e Fort Lauderdale.
Foram examinados 150 casos.
A decisão de implantar o CMEFC do Ceará está tomada e independe do próximo
governador, acredita o secretário do Turismo, Antônio Cambraia. O projeto deve
estar concluído este ano e as licitações podem começar também em 2002, mas
as obras ficarão para o substituto de Beni Veras, admite ele. ''Fortaleza está
deixando de sediar grandes eventos por falta de um espaço adequado. O próprio
BID sofreu restrições. A interdição no trânsito foi uma delas. O novo Centro
Multifuncional ficará em área confinada, sem interferir no trânsito de
passagem. A Leste-Oeste passará por modificações'', disse Cambraia.
O secretário não sabe citar quantos e quais eventos deixaram de vir para o
Ceará mas fala que ''o Marçal, por exemplo, leva a feira industrial para
Salvador por causa desse problema. Os promotores nem precisam nos consultar, Pela
Internet eles já ficam sabendo das condições limitadas. O nosso Centro de
Convenções está acanhado e mesmo quem é contra se refere à localização, e
não ao projeto em si, mas ele foi escolhido diante de outras opções, de uma
forma criteriosa. Quanto ao aterro, eu também sentia um certo temor, mas os
técnicos me convenceram do rigor científico. Pelo contrário, o aterro dará
mais proteção ao sistema costeiro.''
Não é o que pensa o diretor da Embratur, o cearense Bismarck Pinheiro Maia. Ele
não discorda da necessidade de cosntrução de um novo centro de convenções
para o Ceará. O que ele não aceita é a localização, em área contígua à
indústria naval, no Poço da Draga, como explicou ao O POVO, na última
segunda-feira. Bismarck espera que novas opções sejam analisadas pelas equipes
encarregadas do projeto
Fonte: Márcia Gurgel http://www.noolhar.com/opovo/turismo
Ubatuba, 10/04/2002
Ronaldo Dias
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