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Fast Money
Onde será que vamos parar?
A ordem é fazer dinheiro! Rápido. Muito rápido. Os capitais,
circulam o mundo em busca de oportunidades. Geralmente, não
dormem onde acordaram. Abocanham privatizações de paises do
terceiro mundo, enforcados por dívidas administradas pelo FMI.
Querem, na linguagem popular, só o filé. Aqui no Brasil, a
Vale do Rio Doce, as energéticas, as telefônicas, a USIMINAS,
e tantas outras. Os Bancos, também foram os alvos, após é
claro, de devidamente saneados pelo PROER que nos custou
bilhões!
Riscos? Não! Empresas já faturando muito alto, e não sem o
financiamento praticamente total da compra, pelo BNDES. ( Aquele
do Desenvolvimento SOCIAL). Sabe, para quem tem aproximadamente
50 anos, tudo isso, guardadas as devidas proporções, me faz
lembrar de uma campanha “governamental” chamada “DÊ OURO
PARA O BEM DO BRASIL”. Tiraram, com propaganda enganosa, até
mesmo, as duas alianças das velhinhas aposentadas e viúvas. A
versão de hoje é mais higt – tec . Por outro lado, o
cemitério de esqueletos dos escândalos todos, desde o ministro
da justiça atolado até o pescoço em “ esmeraldas”, PC,
passando por reeleições, CAYMANS, EJ, (vou pular um montão)
para chegar ao Lalau! O Juiz larápio que não quer ser preso, e
ninguém quer, ou pode prender!
Sei que esses assuntos incomodam tanto, que eu mesmo não gosto
de ler. Passo os olhos, indignados, apenas nas manchetes. Haja
manchetes. Ainda bem, que vivemos em um município pobre. Temos
nesses últimos anos sobrevivido com as migalhas. Uma rede
hoteleira, que ostentava uma taxa de ocupação de 48 a 52% a/a,
despencou, se muito, para 17%. Um comércio desorganizado, que
pratica uma concorrência suicida. A renda, pública é baseada
em um IPTU escorchante. A privada, nas folhas de pagamentos da
prefeitura, Bancos, Autarquias e, finalmente dos (magros)
proventos dos aposentados. Só.
A Administração das empresas privadas, é baseada na lei da
sobrevivência, onde todos, se não admitem, fingem estarem
devidamente regulares, com os impostos, federais, estaduais,
municipais, encargos sociais e até mesmo (quando é o caso)
alugueres. A cada ano é uma luta para chegar no 26 de dezembro!
Morar em Ubatuba e morrer de Stress. Pode?
Mas, voltemos ao FAST Money. O “dinheirinho” rápido.
temporada é a nossa época de colheita. Daquela miséria que
plantamos, regamos, negociamos e lidamos por todo os meses
chamados de “ inverno”. Infelizmente, as administrações
públicas, nos tem como milionários. Marajás. Não lhes passa
pela cabeça , nem mesmo por alto, a dificuldade que temos na
manutenção dos nossos negócios. Assim, “por uns poucos
dinheiros”, vendem bem baratinho, ou não, o pouco daquele
mercado que nos pertence. Assim, na hora da colheita, distribuem
licenças de última hora, para, digamos aproveitar a nossa “colheita”,
a todo o tipo de ambulantes (como se não bastassem o número
exorbitante dos que já existem).
Quem recebe (a licença) fica feliz. Pouco importa para ele, o
equilíbrio necessário ao mercado. Danem-se. Assim, criou-se
fileiras intermináveis de carrinhos de lanche, em frente a
Lanchonetes que fecharam. Excelente. Agora, apareceu mais uns
carrinhos! Só mais uns. De lanche mesmo. A diferença, é
apenas a cobertura (uma barraca, como sempre, fácil de
desmontar) de cor vermelha, bem viva. Veio, com certeza, só
para o nosso maior evento. Depois? Não vão pegar na enxada
não. Vão embora. Rapidinho. Vieram atrás penas do FAST MONEY.
Ou não??? Coisa mesmo daquele palhaçinho colorido, simpático,
que ri à toa, meu xará! Só posso desejar a todos, Uma MAC
Feliz temporada. Querem mais???
Ubatuba, 06/12/2000
Ronaldo Dias
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