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Independência ou Morte
Quem não se lembra desta frase? Por enquanto, devem ser muitos,
mas a tendência, é o esquecimento. Porque? Os paises ricos
orquestram e nos impingem a globalização. E o que é realmente
a globalização? Para quem sabe, seguramente não entende
porque tantos protecionismos dos paises ricos, em relação aos
paises pobres.
O que na verdade estão querendo nos “vender” como
globalização? No “pacote” oferecido, podemos identificar
as privatizações (globalização do capital deles) de todas as
empresas que até bem pouco tempo, eram consideradas ou de
interesse ao desenvolvimento nacional ou a segurança nacional.
Aí se foram a Vale, telefonia, energia, e indústrias de base
(quem se lembra?).
Na agricultura, as sementes trangênicas (que não geram outras
sementes) para não falar na nossa indústria bélica (que ia de
vento em popa) e aeronáutica Embraer, em disputas com a
canadense, Bombardier. Na área econômica, um país tão rico,
se atola em dívidas cujos números e juros são manipulados por
uma calculadora surrealista.
Entra o FMI. Comprometem-se nossas divisas. Sobram-nos apenas as
divisas territoriais. Por enquanto. Mas, em breve, voltarão com
aquela história mal contada, dissimulada pela mídia conivente,
da globalização também da Amazônia.
Interessante ressaltar, que num país de milhões de habitantes,
não temos uma renovação de políticos. São os mesmos.
Sempre. Todos querendo poder. Parece até, que quando chegam
lá, se entorpecem. Em troca da permanência do poder, vendem as
próprias almas. Problema deles? Não, o pior, é que deixam as
nossas e a dos nossos descendentes penhoradas.
Assim, com a fachada da Globalização, caminhamos em direção
ao desconhecido. Como analfabetos diante de uma imensa
biblioteca. Somos levados. Mudam, pouco a pouco, nossos
hábitos, nossa educação, nossa cultura, nossos sonhos, nosso
patriotismo (quem se lembra dele?). São os programas
televisivos idiotizantes para as crianças e adultos, os
milhões oferecidos em sorteios, à descaracterização do pudor
(nas banheiras), a justiça (dos ratos), a família (sem
laços), a falta de respeito entre os seres humanos (nas
pegadinhas) a propagação e o incentivo a violência na maioria
deles e até na moda massificante (inspirada nos usos e costumes
do Harlen).
Outros programas, mais elaborados, destinados a uma classe
(mais?) esclarecida, como “No Limite”, com ritual
aparentemente democrático, sugeria uma consolidação
progressiva da vida administrada, onde a diversão sádica, com
a especulação dos limites e mazelas da vida privada. O mesmo
para as web-câmaras transmitindo 24 horas a vida de outras
pessoas. Com certeza, os pais da Globalização, querem
controlar. Tudo. O Globo.
Sabem muito bem que a melhor fórmula e a mais rápida e
duradoura é rebaixar a cultura ao extremo. Baixar, até aquele
ponto crítico, que por indução, transforma o que seria
sentimento de sofrimento, em diversão. Roller ball (quem
assistiu e quem se lembra?). A idiotização levada pela “indústria
cultural” eletrônica, está inculcando formas subjetivas de
diversão. Quando saem das telinhas para a vida real, vão
arregimentando tantas e tantas tendências irracionais que a
sociedade interia salivará diante do controle totalitário.
Para onde então caminhamos com essa, digamos assim
neodemocracia (leia-se ditadura econômica) do professor? Para a
GLOBALIZAÇÃO? Do nós para quem? Onde estarão guardados os
nossos valores? Os valores da família e seus princípios? A
educação e a formação dos nosso filhos? (esta cada vez mais
raro uma criança dizer “por favor”, “ com licença” ou
“muito obrigado”) O nosso patriotismo? (educação Moral e
Cívica, quem se lembra?).
Quanto tempo não vejo um desfile escolar de 7 de setembro
(passaremos a comemorar o 4 de julho?). Estão querendo nos
tirar tudo em nome da (nossa e não “deles” globalização).
Para isso, contam com a colaboração (venal) de alguns dos “nossos”.
Não vamos nos esquecer que, aqueles que vendem a própria mãe,
não tem escrúpulos, não titubeiam em manipular e vender a
pátria, por uns poucos dinheiros.
No Oriente Médio, perdem-se milhares de vidas, a cada dia, numa
luta interminável por um pedaço de terra, por um princípio,
por uma religião. Nós, não estamos sabendo valorizar o que
temos, ou estão querendo que nos desprendamos dos nossos “valores”?
Às vezes, quando me atenho sobre esses assuntos, meus
pensamentos perguntam: “quantos seriam os corações
brasileiros, calados, subjugados, contidos que, a qualquer
momento, poderiam levantar a bandeira, em um brado retumbante de
INDEPENDÊNCIA OU MORTE ! ” ?
Os motivos para a pátria, depois de séculos, só se
travestiram. Agora, globalizaram-se! ... Os bastardos que não
se esqueçam, que dentre outras mil, a Pátria Amada, verá que
filhos seus não fogem à luta. Pátria Amada! BRASIL.
Ubatuba, 24/01/2001
Ronaldo Dias
PENSAMENTO DA SEMANA:
Grandes e Pequenos
Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de
envolvimento. Ela é enorme para você quando fala do que leu e
viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha
nos olhos e sorri destravada. É pequena para você quando só
pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco
gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que
demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a
amizade.Uma pessoa é gigante para você quando se interessa
pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento,
quando sonha junto.É pequena quando desvia do assunto.Uma
pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se
coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que
esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma
pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos
clichês.Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza
dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num
espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o
amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode
diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma
ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser
ínfimo. É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas
se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é
feito não através de centímetros e metros, e sim de ações e
reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única
ao estender a mão e, ao recolhê-la inesperadamente, se torna
mais uma.O egoísmo unifica os insignificantes.Não é a altura,
nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. São
suas atitudes e sensibilidade sem tamanho.
Ubatuba, 24/01/2001
Ronaldo Dias
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