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Não é brinquedo não!
DESENVOLVIMENTO SEM DEGRADAÇÃO. Sob este título, Xavier Veciana (diretor geral
da rede SuperClubs no Brasil) no último caderno VIAGEM do O Estado, ensina:
“Raras são as indústrias que estão, como o turismo, tão ligadas ao
desenvolvimento de comunidades. O crescimento turístico influencia diretamente
grandes populações”. Eu completaria: beneficamente.
Continua: “Hoje, a conscientização e a participação conjugada dos cidadãos,
das autoridades e das empresas de uma região num desenvolvimento sustentável é
a única via para que as comunidades possam receber os benefícios do crescimento
e para que (principalmente) evitadas a destruição do meio ambiente, a deterioração
da vida humana e a conseqüente perda de competitividade e rentabilidade dos
empreendimentos turísticos”. Continua mais adiante: “ ...Sem a preparação
e a contribuição de todos os setores as sociedade para um correto PLANEJAMENTO,
administração e controle desse desenvolvimento, essas regiões poderiam se
tornar focos de GRAVES desequilíbrios, no lugar de possibilitar riqueza,
conhecimento e prosperidade.” Muito interessante?
Seguindo: “Para isso, é necessário planejamento de longo prazo. Não basta
ter atrativos naturais fora do comum, é vital conceber um cuidadoso desenho do
produto turístico e uma ordenação do território de cada região ou município.
Apesar de extensa, a matéria até aqui nos dá subsídios mais do que
suficiente, para validar e avalizar as tantas, cansativas e velhas críticas do
meu pensamento ao” nosso modelo “. Estamos no inverso. Os nosso caminhos não
são o do sucesso. Estamos na contra-mão do desenvolvimento econômico do
turismo em nossa cidade. A falta de objetivos definidos para o desenvolvimento
sustentado, baseado no turismo e, do planejamento para a execução destes
objetivos, tem nos levado a extinção de patrimônios turísticos e espaços públicos
(a margem da lei) em benefício, não da comunidade, mas sim de uns poucos
escolhidos, amigos do rei ou distribuídos na troca da velha conhecida e
pervertida moeda: votos. Todas as (possíveis) desculpas não convencem nem mesmo
os menos esclarecidos. Ao contrario, é motivo de revolta de uma maioria não
beneficiada, ainda silente. As ações, tantos as oficiais quanto as
particulares, por maiores doses de boa intenção, são inócuas. Estas aqui ou
ali, quanto adequadas, é apenas uma “fotografia” e um desenvolvimento turístico
é um “filme” ou seja, é composto de milhares de fotografias em seqüência
lógica e programada, baseadas em um roteiro.
Voltando a matéria: “Cada região precisa abrir um grande programa de
conscientização para criar uma visão compartilhada... Um diálogo produtivo
entre estudantes, líderes comunitários e municipais, funcionários do governo,
jornalistas, meios de comunicação disponíveis, lideres sindicais e empresários,
precisa ser despertado... deixando para trás os egocentrismos” Nossa! ...”Um
produto turístico (UBATUBA) precisa apenas de um plano de financiamento para ser
construído, mas o turismo que sustenta todo um ecossistema (natural e humano)
precisa de grandes princípios para crescer.
Termina:” Só aqueles que souberem preservar o passado (a história e os
costumes) e planejar no presente, terão turistas no futuro. Dessa forma, uma
região se converte em destino “ Agradeço, de coração, ao Sr Xavier Veciana
pela tão feliz matéria que nos serve de carapuça. Seremos então os piores dos
cegos???
Ubatuba, 19/04/2002
(comentários) Ronaldo Dias
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