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O Meio Ambiente, Beleza Natural e a Lei
Muito se fala em proteção ambiental e tão pouco, parece, se
conhecer o conjunto de detalhes que a compõe. Muitos pensam e
pregam que degradações ambientais estão apenas ligadas ao
saneamento. Ledo engano. Tantos são os demais fatores que,
mesma assim passam desapercebidos.
Dentre as diferentes modalidades de turismo, a que nos mais
afeta é do ecoturismo, diversificado em lazer, aventura,
contemplativo e esportivo. Ante a crescente degradação que
estamos sofrendo, decorrente do crescimento demográfico
desordenado, aumento da pobreza, falta de educação ambiental,
desrespeito à legislação, inócua fiscalização e
"salvadores da pátria" travestidos de bem feitores;
urge a interferência efetiva dos órgãos oficiais
responsáveis, principalmente o MP, na proteção do que podemos
chamar de nossa paisagem.
A paisagem é o conjunto daquilo que podemos visualizar naquele
momento Já a beleza cênica natural pode ser definida como
"resultado visual e audível, harmônico e agradável,
formado pelo conjunto de fatores naturais de um local" Ou
ainda "resultado da representação cênica da
natureza". A nossa paisagem, tem todos esses valores e
compõe, com certeza, o nosso meio ambiente. É um bem público
que pertence à todos nós e como tal deve ser protegido.
Em reportagem recente no Caderno de Turismo do O Estado, o Sr
Antonio Silveira Ribeiro dos Santos (Juiz de Direito) e criador
do programa ambiental www.autimaarcadenoe.com, afirma que
"locais com as nossas características, devem ser tratados
com cuidados pelo poder público e pela coletividade,
transformando-se se possível em áreas protegidas, pois
representam enorme potencial turístico, econômico e
inimaginável patrimônio nacional " arremata. "Só
falta então, combinar com o Russos" ???
Assim, com o que podemos observar por qualquer trecho da nossa
cidade, no centro e nos bairros, como exemplo, vou citar a
Fortaleza, onde a sociedade "amigos da onça" SAFO,
está construindo (quero crer, que à revelia dos órgãos
públicos responsáveis) Uma portentosa lixeira à beira da
estrada (bem a beira) assentada sobre uma laje em balanço para
a costeira, de frente para o MAR. Não é o máximo??? Quais as
dúvidas para onde irar escorrer o tal chorume, e onde irão
parar os sacos de lixo, arremessados pelas janelas dos
automóveis de usuários de pernas cansadas?
Olhem, apesar de tudo e de todas as possíveis justificativas
justificáveis da inércia dos responsáveis, cabe a cada um de
nós, fazer o mínimo. A nossa paisagem faz parte do capital
realizável de nossa cidade, e tem sido com ele que todos nós,
temos colocado feijão na panela e pão na mesa. O que esta
errado é irmos com o tempo, acostumando-nos com a idéia da
transformação que o descaso nos está impingindo. No mais,
espere a próxima lua cheia, bem naquele exato momento em que
ela que salta do horizonte do mar e ilumina toda a paisagem e
pense o quanto fomos abençoados. Se a disposição não for
tanta, basta apenas olhar por aí, e tentar ver apenas o que
não foi feito por nós, e só; e pensar com indignação, que
precisamos de leis para proteger a nossa paisagem. Pode? Como
digo de vez em quando... Quem sabe?
Ubatuba, 08/08/2001
Ronaldo Dias
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