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Ronaldo Dias

O Meio Ambiente, Beleza Natural e a Lei

Muito se fala em proteção ambiental e tão pouco, parece, se conhecer o conjunto de detalhes que a compõe. Muitos pensam e pregam que degradações ambientais estão apenas ligadas ao saneamento. Ledo engano. Tantos são os demais fatores que, mesma assim passam desapercebidos.

Dentre as diferentes modalidades de turismo, a que nos mais afeta é do ecoturismo, diversificado em lazer, aventura, contemplativo e esportivo. Ante a crescente degradação que estamos sofrendo, decorrente do crescimento demográfico desordenado, aumento da pobreza, falta de educação ambiental, desrespeito à legislação, inócua fiscalização e "salvadores da pátria" travestidos de bem feitores; urge a interferência efetiva dos órgãos oficiais responsáveis, principalmente o MP, na proteção do que podemos chamar de nossa paisagem.

A paisagem é o conjunto daquilo que podemos visualizar naquele momento Já a beleza cênica natural pode ser definida como "resultado visual e audível, harmônico e agradável, formado pelo conjunto de fatores naturais de um local" Ou ainda "resultado da representação cênica da natureza". A nossa paisagem, tem todos esses valores e compõe, com certeza, o nosso meio ambiente. É um bem público que pertence à todos nós e como tal deve ser protegido.

Em reportagem recente no Caderno de Turismo do O Estado, o Sr Antonio Silveira Ribeiro dos Santos (Juiz de Direito) e criador do programa ambiental www.autimaarcadenoe.com, afirma que "locais com as nossas características, devem ser tratados com cuidados pelo poder público e pela coletividade, transformando-se se possível em áreas protegidas, pois representam enorme potencial turístico, econômico e inimaginável patrimônio nacional " arremata. "Só falta então, combinar com o Russos" ???

Assim, com o que podemos observar por qualquer trecho da nossa cidade, no centro e nos bairros, como exemplo, vou citar a Fortaleza, onde a sociedade "amigos da onça" SAFO, está construindo (quero crer, que à revelia dos órgãos públicos responsáveis) Uma portentosa lixeira à beira da estrada (bem a beira) assentada sobre uma laje em balanço para a costeira, de frente para o MAR. Não é o máximo??? Quais as dúvidas para onde irar escorrer o tal chorume, e onde irão parar os sacos de lixo, arremessados pelas janelas dos automóveis de usuários de pernas cansadas?

Olhem, apesar de tudo e de todas as possíveis justificativas justificáveis da inércia dos responsáveis, cabe a cada um de nós, fazer o mínimo. A nossa paisagem faz parte do capital realizável de nossa cidade, e tem sido com ele que todos nós, temos colocado feijão na panela e pão na mesa. O que esta errado é irmos com o tempo, acostumando-nos com a idéia da transformação que o descaso nos está impingindo. No mais, espere a próxima lua cheia, bem naquele exato momento em que ela que salta do horizonte do mar e ilumina toda a paisagem e pense o quanto fomos abençoados. Se a disposição não for tanta, basta apenas olhar por aí, e tentar ver apenas o que não foi feito por nós, e só; e pensar com indignação, que precisamos de leis para proteger a nossa paisagem. Pode? Como digo de vez em quando... Quem sabe?

Ubatuba, 08/08/2001

Ronaldo Dias

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