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O País do Futuro
Brasil: “O País do Futuro” - Desde muito pequeno, ouço
esta frase. O que é pior, acreditava nela. Certa feita,“caíram
minhas fichas”, e eu me perguntei: mas quando é o futuro? A
inteligência de quem “inventou” esta frase realmente é
invejável, afinal, inventou alguma coisa que todo mundo espera
e a maioria acredita, mas que nunca vem. Lembro-me dos natais
passados na casa dos meus avós, que a conversa dos adultos
sempre tinham uma esperança de que no “ano que vem tudo iria
melhorar”. Penso que o futuro tem muito ‘a ver com a
esperança. Espera-se sempre, e nunca vem! Para quem conhece o
trabalho desde cedo, árduo, com espírito residual dos
imigrantes, sabe do que estou falando. Não importava o número
de horas trabalhadas se domingo ou feriado; importava trabalhar
para “progredir”.
Os anos foram passando e sempre, com uma freqüência
inexorável, vinha uma mudança na política, na economia, um
plano, uma instabilidade internacional ou até mesmo uns meninos
de caras pintadas sem saber o que estavam fazendo, para
tumultuar e colocar a baixo as esperanças. As esperanças
naquela época eram: conseguir uma casa própria, modesta que
fosse, aprender um oficio e ter um bom emprego. Estudar, só
para quem tinha posses ou para quem estava disposto a fazer um
sacrifício imensurável para o orçamento familiar. Acho que
toda minha família, pensava no tal futuro. E assim fomos. Ou
chegamos.
Pergunto: hoje é o futuro? É isso que estamos vivendo? Foi
para isso tanto sacrifício? Este é o futuro que quando
criança me falavam? Nossa!!! Que país é esse? Não pode ser o
mesmo! O meu país do futuro daquela época, não ficaria assim.
O tal francês falecido Jaques Cousteau, dizia que a população
mundial era excessiva. O planeta não iria agüentar tal
crescimento. O pessoal responsável pela administração
pública, não teria capacidade de se organizar a tempo, para
atender as mais simples e básicas necessidades. Olha, que o
falecido tinha razão! Se naquela época era difícil com pouca
gente, e tinham que transferir nossas esperanças para hoje... o
que diremos então para os nossos netos? Como explicar à eles
todas as trapalhadas políticas e econômicas que vivemos nesta
nossa geração? Nos tempos Verde Oliva, que alguns chamam de
repressão, em que a divida do país era 10% da atual, e o que
hoje privatizado, foi construído, Siderúrgicas, Industrias
químicas, Hidroelétricas, Estradas, Aeroportos coisinhas de
BASE, alicerce, pareciam preparativos para a construção de um
país.
Tínhamos Ordem, Progresso e disciplina. Mas, morreram algumas
pessoas descontentes, só algumas, tipo Chico Lopes e Lalaus, em
relação as que morrem hoje apenas na violência urbana ou em
um mês nas disputas do tráfico nos morros do Rio de Janeiro.
Presos, os marginais desumanos, não tinham direitos humanos.
Nesta época, não se podia dizer abertamente as “bobagens”
que ouvimos hoje a todo instante dos que nos governam. O FMI,
naquele tempo era apenas um ratinho, hoje, um leão. Se tivermos
um neto que goste de piadas, temos um legado interminável a
oferecer. Lembram daquela Ministra que da noite pro dia tirou a
grana de todo mundo e ficamos “todos iguais”, não perante
as leis, mas em saldos bancários? Nossa!!! Foi tão engraçada,
essa da Ministra, que para terminar ela casou-se com um outro
palhaço. O Anísio. Formaram um casal de palhaços e
procriaram! Imaginem o que vai dar no futuro o rebento “resultado”
desta união? Podemos falar também daquele Ministro da
Injustiça que era ourives! Lembram-se? Aquele que tinha uma
queda pela Esmeralda. Esmeralda ou esmeraldas? Gostava tanto que
andava com um saco delas para lá e para cá. É, hoje, neste
futuro, temos na atualidade o menino da camisa bonita (que pensa
que é ele o bonito e não a camisa) e seus amiguinhos
trapalhões. São tantas as trapalhadas que o Didi fica até com
inveja do repertório.
Neste futuro, apesar de liberado, não dá para falar tantos
palavrões, por isso não vou citar as pessoas que ocupam cargos
eletivos. Seria uma MALVADEZA, não é mesmo Toninho? Pra
finalizar, neste futuro, posso ver também o que aconteceu ou
que esta acontecendo com a emancipação feminina; o progresso
que tiveram, pelo menos até agora. As popozudas, as
preparadas... cerol na mão? Todas pro TIGRÃO? Triste fim. Fim
da feminilidade. Para quem gostava do encanto que as mulheres
despertavam, é Lamentável. Como será o futuro delas? Dizem
que está faltando homens? Acho que encantos. Quem sabe?
Olhem, se aquele futuro que eu pensava existir é hoje, pelo
andar da carruagem, vamos voltar ao lampião. Quem tem
esperança de dias melhores? Otimistas, Pessimistas ou os
Realistas? Para aqueles que foram em frente e enfrentaram tantas
“surpresas” perceberam estar, depois de “correrem”
tanto, bem atrás dos respectivos rabos. Os mais astutos ou
desonestos, comeram caudas alheias. Uns ganharam muito. Outros
perderam tudo. Teimosos ou desinformados acreditam no futuro.
Poucos ainda têm esperança; a maioria na Loteca. Mesmo assim
vale a tentativa, não é mesmo Brasil? Afinal, quem sabe, no
futuro, e sendo Deus brasileiro, não falte feijão na mesa. É
só não esquecer de plantar. Estas palavras pertencem a um
homem que viveu toda metade do século passado.
Ubatuba, 04/06/2001
Ronaldo Dias
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