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O que é que a Bahia tem?
Nesses tempos globalizados, nas disputas, já não se
considera o tamanho do adversário. O que vale é a rapidez. O
Rápido contra o Lerdo. A globalização, provocou a extinção
radical de postos de trabalho. Riscou do mapa, inúmeras
profissões.
A exigência de grande investimento (por emprego criado) tem
tirado o sono dos governantes, assombrados pelos crescentes
níveis de desemprego, refletindo, conseqüências diretas, no
crescimento econômico. A Bahia, muito bem representada
politicamente em todos os níveis, vem, já a alguns anos
preparando-se.
Desde a chamada, “ guerra fiscal entre estados”, atraindo
inúmeras indústrias, ao sistêmico “arrebanhamento” de
todos os recursos federais possíveis. Não parou aí. A busca e
a aprovação de financiamento externo, via BID, para obras de
infraestrutura básica, mereceu manchetes internacionais, pelo
volume investido. Um cenário, especialmente montado e marcado
insistentemente pela mídia (paga) tornou-se um verdadeiro papa
- moscas para a iniciativa privada e grandes investidores. O
resultado (também divulgado) podemos ver e ler, diariamente,
nos principais veículos de comunicação.
Na área do turismo, o que nos afeta, Porto Seguro, foi
laboratório. Costa do Sauípe, será o modelo. Quem visitou
este Estado recentemente e já conhecia, pode afirmar que ele
ostenta: crescimento invejável no nível de empregos;
investimentos de toda ordem; desenvolvimento econômico
sustentado; resultados consistentes na qualidade de vida dos
cidadãos.
Infelizmente, o Estado de São Paulo, não teve e não tem
a mesma representação política, tão positiva, capaz de
sustentar o combustível, deste, que já foi a “Locomotiva da
Nação”. Perdeu divisas. Nada contra, o desenvolvimento de
outros estados. Apenas pasmo, com a falta de visão para a
região e com o descaso com os nossos potencias.
O Litoral Norte, o mais paisagístico e maravilhoso trecho da
costa brasileira, indiscutivelmente de vocação turística, tem
ficado totalmente “fora de foco” das atenções do
governador do estado. Longe, muito longe de seu “angulo de
visão”. Repetiu a cegueira de seus antecessores. Com grandes
áreas de preservação permanente, principalmente Ubatuba (80%)
do território, devem acreditar, intocados. Em seus distantes
gabinetes, ao ar refrigerando, ditam leis e regras de
ocupação, fora da realidade. Estabelecem normas, anormais.
Fáceis, quando vistos em plantas (verdes).
Afinal, o papel aceita tudo. E a população? Devem nos ver
estáticos? Como quem sabe um MUSEU? Somos um grande PARQUE? UM
AQUÁRIO? Esquecem-se das pessoas. Rouco de dizer que não temos
alternativas econômicas. Somos dependentes do dinheiro que as
pessoas que nos visitam trazem no “bolso”. Quando muito, da
folha de pagamento da prefeitura, bancos, estatais e os (magros)
proventos dos aposentados. Só! QUANTA LERDEZA!
Queremos, e muito mais, precisamos nos desenvolver. RÁPIDO.
Criar alternativas econômicas para uma população carente de
tudo! Estamos, como em um veleiro no alto mar, LERDO, com
espaço limitado e a cada instante, colocamos mais um na
tripulação! Até quando? Os investimentos no turismo, criam
mais empregos e com menor investimento, do que qualquer outra
alternativa. RAPIDAMENTE.
Quanta renda poderia ser gerada? Quanto de impostos poderia ser
arrecadado? Quantos empregos poderiam ser criados? Quantas e
quantas oportunidades! Ubatuba e o Litoral Norte, são vistos e
tem sido assunto, das mais altas autoridades internacionais do
setor turístico. O que lhes mais intriga, é porque, esse total
abandono desta região, em um estado tão rico? Um lugar assim,
impar, com uma natureza tão privilegiada? Realmente! Eles, como
nós, devem ficar indignados. O que será então, que não
temos, que a BAHIA TEM? RAPIDEZ? ÓCULOS? BINÓCULOS?
PAINHO!!!???? QUE MALVADEZA! Saravá.
Vou indo, que já estou atrasado.
Ubatuba, 07/11/2000
Ronaldo Dias
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