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Ronaldo Dias

Os Fugitivos da Luz

O poder de reconstrução que temos, é impressionante e surpreendente. Temos criticado o total abandono da cidade, principalmente o centro. O estado é realmente lastimável. A paisagem urbana encontra-se nos níveis abaixo do sofrível para um município que tem pretensões turísticas. Afora a falta de posturas municipais, o particular, o comerciante, o prestador de serviços, não tem reagido a altura. A maioria, que reage, ou age não tem levado em consideração a idéia de conjunto. Não tem pensado de sua porta para fora. Não percebe que seu imóvel, seu negócio é parte integrante do conjunto.

O resultado, por melhor que seja (individualmente) não faz parte do conjunto. Não compõe. Em outra direção, totalmente inversa e com resultados surpreendentes acontece no Itaguá e na rua Guarani. Antes um local abandonado, rejeitado, inabitado, assume a ponta. O bom gosto dos projetos, e a arquitetura compatível mostram com a freqüência e a ocupação local, cada vez maior, o que os nossos clientes estão buscando. Ao contrário de “feirinhas paraguaias” e carrinhos de lanche espelhados pelas calçadas, oferecem ambientes compatíveis com a clientela que freqüenta.

O resultado? Quem passa por lá, principalmente a noite, pensa não estar em Ubatuba. Se, todos nós, que dependemos do turismo e do turista, nos ativermos um só instante para este fato a conclusão será uma só. Podermos identificar CLARAMENTE onde estão os erros do resto da cidade. Quem duvida, e tem recursos para errar a vontade, que continue a apostar contra.

Cabe lembrar, que os integrantes daquele “pedacinho” especial, não contaram com a colaboração de ninguém. Fizeram sozinhos. A única ajuda que receberam, foi a de não serem atrapalhados. Apenas, foram preservados (pelo abandono de ocupação anterior) do calvário que representa o do comércio ambulante, este cânceres, que tanto fere nossa maravilhosa paisagem.

Todos os responsáveis por aquela verdadeira lição para todos nós merecem parabéns. Merecem os nossos cumprimentos por terem dado um norte ao tipo de ocupação que devemos e podemos. Saíram na frente. Impuseram um ritmo. Quem quiser tem os mesmos resultados, terão que acompanha-los. E pronto!

Sabem, gostaria de fazer uma pequena comparação para “medir” a capacidade das pessoas anônimas que fazem Ubatuba acontecer. Um pequeno quarteirão da rua Guarani, com os túmulos para gigantes (de frente para o mar) da feirinha Hippie. Quanta ignorância e quanta incoerência. Dá para ver entro os dois (claramente) onde cada um vai chegar.

Qual das duas “paisagens” interessa para a cidade? Quais destes caminhos devem seguir? Qual cria empregos perenes? Qual nos levará à nossa verdadeira vocação? Qual local os turistas preferem freqüentar? Essas e outras, redundantes perguntas, tem apenas uma sabida resposta. O pior dos cegos é realmente aquele que não quer ver! Neste caso, quem são os cegos então? Apenas os que não enxergam, ou aqueles que simplesmente se escondem da luz!

Ubatuba, 06/10/2001

Ronaldo Dias

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