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Sala de Espera
Os dois últimos feriados não foram convincentes. As notícias
de que a queda na procura por pacotes turísticos
internacionais, a partir do fatídico 11/7 iria, de certa forma
nos beneficiar, não parecem ser confiáveis. A mídia
rapidamente agiu (como sempre) contra nós, alardeando, que os
preços para o verão haviam disparado.
O resultado para a hotelaria local até agora, com raras
exceções, é de uma enxurrada de consultas e poucos
fechamentos. Estarão os clientes, como sempre, deixando para a
última hora? Esperando quem sabe uma “liquidação”?
As notícias econômicas internacionais, pós-atentado, são
tão desencontradas que perderam a credibilidade. A crise da
Argentina é uma certeza. Assim, a verdade é que tudo está
estacionado. Não há negócios. Todos e tudo em compasso de
espera, como em um jogo de paciência para ver quem e como dá o
primeiro passo. Para quem espera o ano todo pelo verão, e nesta
“reta final” investe muito para entrar na temporada, chega a
ser angustiante. São muitos empreendimentos cujo sucesso
define-se no resultado alcançado nestes pouco mais de 50 dias.
O clima será fator determinante. A cota de energia também
(pode?).
A cidade com todos as deficiências esta muito melhor preparada
do que para o verão passado, principalmente para atender as “massas”.
O lixo ainda não foi equacionado. Os ambulantes prometem uma
“invasão”. O transito na praia Grande vai, mais uma vez,
dividir o município em dois. As cidades vizinhas começam a
despejar diariamente dezenas de mendigos e doentes mentais ao
longo do município. Os tomadores de conta de carros loteiam
ruas e avenidas. Chegarão reforços policiais. As estradas
continuarão muito perigosas e com probabilidade de altos
índices de acidentes.
Mesmo com a vantagem na queda das viagens internacionais, este
é o atual cenário da sala de espera. O que se pode esperar?
Ubatuba, 22/11/2001
Ronaldo Dias
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