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Nós, os Sem Governo
Estamos roucos de repetir a nossa vocação turística.
O modelo, se é que é um modelo, planejado, imposto pelas
regras de preservação e de proteção ambiental, está errado.
Errado e incompatível com o modelo de ocupação. Se tais
regras proporcionam o que está aí instalado e, atrai o
público que está atraindo, realmente não serve à nossa
vocação turística, única atividade econômica viável dentro
dos padrões estabelecidos e da posição geográfica do
município, no contexto econômico.
Áreas do parque e do pé da serra, sendo invadidas, estão
provocando conseqüências irreparáveis, tanto na proteção
dos mananciais quanto à própria segurança dos invasores,
principalmente nas épocas de chuvas. Ambas de custos sociais
muitas e muitas vezes mais elevados, do que a ação legal
necessária. Idem para a região costeira. Tenho noticiado aqui,
a favela se instalando no Perequê Mirim, entre a ponte e o mar,
para não citar outros inúmeros exemplos, que quem conhece a
região pode comprovar.
Tem “Funilaria e Pintura”, no meio da subida da serra. Tudo
pelo Social? De onde? Dos demais municípios, cujas populações
(quase) inteiras migram para o litoral? Restrições cegas,
incessíveis e burras. A legislação imposta, por um modelo,
que tem a intenção de nos transformar em um “MUSEU”.
Estático. Esqueceram que as populações crescem e se
movimentam, principalmente em regiões costeiras com vocação
para o lazer.
As restrições afastaram os investidores de empreendimentos
turísticos de grande porte, restando apenas, a especulação
imobiliária, cujo resultante maior, e lamentavelmente visível,
é o exemplo do que se transformou a PRAIA GRANDE. Lobby
político, conchavos, e está lá, para até quem não quer ver
(como eu) transformada no caos arquitetônico e ocupada de forma
grotesca.
O que era e como esta a Praia Grande? O Perequê – Açu? E
assim por diante, umas mais, outras menos, aguardando apenas, um
pouco, um pouquinho mais de tempo para serem EXECUTADAS. E não
estamos falando apenas de UBATUBA, e sim de toda uma região, o
litoral norte do estado, de altíssimo potencial turístico.
Qual seria o motivo do abandono? Será que pensaram que seriam
apenas necessárias as restrições impostas, e ficaríamos
estáticos? As regiões industriais, as agrícolas tiveram
investimentos e atenção, na infra-estrutura necessária. Nós,
apenas restrições. A nossa população é pequena? Poucos
eleitores? Poucos votos? E quem nos visita, mais de 1.500.000 de
indivíduos? Votam? Concluindo, as restrições não
funcionaram, e não funcionam. Mostraram-se inócuas em seus
objetivos, e perversas nas suas conseqüências.
Enquanto o mundo busca alternativas para novos destinos
turísticos, artificializando até mesmo a natureza, optaram por
nos impingir esse modelo AQUÁRIO. ( tantos peixes por m3).
Imaginem! A nossa vizinha, Angra dos Reis, “deu seus pulos”
aproveitando nossas mãos amarradas, partiu para uma ocupação
náutica, levando nossos investidores.
Marinas e mais marinas, abrigam e oferecem todos os serviços
náuticos e de hospedagem, criando empregos, gerando renda,
alimentando bocas, com usuários paulistas e paulistanos.
Milhares. Angra dos Reis, do PT e da Usina que lhes impuseram.
Somos bobos ou estamos “ amarrados”? Mais um prédinho de
arquitetura duvidosa ou mais uma Marina?
Lamentável, por não poder adjetivar melhor!
O município da região, não tem recursos para financiar
projetos de desenvolvimento. Principalmente os chamados “
desenvolvimentos sustentados” sustentados, não sei por quem!
A iniciativa privada, através dos investidores, só pode “dançar”
conforme a música.
E agora José? Nesta orquestra, SEM MAESTRO, tocam o DNER, O
DER, CETESB, SABESP, SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE, POLICIA
FLORESTAL etc, qualquer música. Todos juntos. Aos ouvidos do
prefeito municipal. SOCORRO! Chamem um dirigente, que o
governador sumiu! Precisamos realmente de UM!
Vamos então propor um MOVIMENTO DOS SEM GOVERNO. Alguns
dizem... Imaginem como estaríamos, se o VICE, não fosse da
REGIÃO! Ele é? De onde?
Bom. Até as próximas eleições. Afinal, já estão aí.
Ele(s) aparece(m).
Ubatuba, 14/11/2000
Ronaldo Dias
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