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SOCORRO...
Nossa cidade, dia após dia está perdendo todas suas qualidades
e adjetivos qualificativos. A permissividade e a falta de ação
necessária, vem prejudicando o meio ambiente, o turismo, o
comércio, a segurança, a saúde, a ordem, a disciplina.
Este prejuízo, tem efeito direto na economia, no índice de
emprego e na qualidade de vida do cidadão. Resolvi enumerar
alguns problemas, principalmente os que não requerem verbas,
para evitar desculpas, quase sempre utilizadas pelo responsável
do fazer, ou do não deixar fazer. Também, tive o cuidado para
que a resolução de tais problemas, não exigissem prática,
habilidade, formação, muito menos desgaste intelectual do (S)
responsáveis.
A única qualificação exigida para as soluções é apenas
uma: a responsabilidade com a cidade e com a comunidade.
Então vamos lá:
Proliferação do comércio ambulante em todas suas variáveis,
que vem tomando conta de praças, (como o caso do Cruzeiro,
modestamente urbanizado, já conta com mais uma carrinho de
lanches, de frente para a cruz) das praias, calçadas e
logradouros. Vai acontecer o mesmo que aconteceu no mirante da
praia Grande nos mini mirantes da Ribeira e da Enseada?
Inércia de ações eficazes contra o despejo sistemático, por
municípios vizinhos de mendigos, doentes mentais, malandros,
desocupados e demais vagabundos (prostitutas e travestis
inclusos) que estão tomando conta do centro. Idem para os
"tomadores de conta" de automóveis, que infestaram e
"lotearam" em "domínios" a Av Iperoyg e
adjacências, afastando principalmente o turista, por medo, de
qualquer pretensão de estacionar para utilizar o comércio
local. Idem com os "catadores" de latinhas, a sua
maioria com o intuito de financiar mais algumas doses de
cachaça, que invadem mesas de clientes, acintosamente
balançando as mesmas para ver se estão vazias.
Cabe ressaltar que todos os aqui descritos, utilizam os espaços
que ocupam para, sem criatividade, efetuar suas necessidades
fisiológicas.
Carros de som e propaganda, circulam, com um volume muito acima
dos decibéis permitidos. Carros e motocicletas com escapamentos
abertos, idem. Favelas, bares, botecos, ferro velhos, criação
de porcos e estacionamentos de carroças e quintais estão sendo
"construídas" nos acostamentos da estrada (BR) na
altura do Rio Escuro e no centro, na Av Rio Grande do Sul.
Barraco de madeira (FAVELA) entre a ponte do Perequê - Mirim e,
(pasmem!) O mar. Cursos de transito para crianças, se não se
resolve as bicicletas na contra - mão. Skatistas que tomam
conta das calçadas, ruas, avenidas e até da estrada. Nos
bairros centrais, perde-se a conta da quantidade de entulho e
materiais de construção espalhados pelas calçadas. Bares,
discotecas e videokês de qualidade duvidosa onde pode-se notar
claramente a freqüência de menores, expostos a todas as drogas
e a prostituição infantil. Aliás, menores embriagados
desfilam pela "avenida", portando, com acinte, latas
de cerveja e garrafas de VINHO CHAPINHA, comportando-se de
acordo com seu grau de embriaguez.
Saudades do juizado de menores. Iria aproveitar para falar dos
esgotos que correm a céu aberto, pelos rios e riachos em
direção ao mar, lançados pelos bairros Sertão do Perequê -
Mirim, Perequê Mirim, Perequê Açú, Enseada e da Barra da
Lagoa, onde inclusive, está instalado o "tratamento"
do esgoto despejado pelos caminhões "limpa Fossas".
Mas aí, tem algum custo, e depende de conhecimento técnico.
Tem que entender de merda.
Então fico por aqui. Assim vamos indo. Uns pesos, umas medidas.
Diferentes pesos, diferentes medidas. De acordo com o peso do
cidadão, digo, do eleitor isto ou aquilo vai sendo tolerado. De
vez em quando, para até mesmo se justificar, um bodezinho
expiatório aqui, outro ali.
Socorro!!! Quem será que pode (ou deve) atender um pedido
deste???
Ubatuba, 05/10/2000
Ronaldo Dias
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