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Uma nova BR - Otimismo ou Realismo?
Não é de hoje que as noticias econômicas causam expectativas. Sempre negativas. A falta de crescimento econômico, por
conta da insana taxa de juros, justificada pela mordaça inflacionária dá sinais de fadiga. Fadiga pela ansiedade, cheia
de stress, de uma demanda reprimida de ávidos consumidores e fadiga pelo excesso de lotação da “sala de espera” dos
impacientes empresários, investidores e empreendedores.
Entre tantos outros “ansiosos” estão os desempregados (de longa data) as dezenas de milhares de jovens em busca do
primeiro emprego e o abastecimento do simples crescimento vegetativo da população. Lá se vão quantos anos? Não há represa
que comporte. Não será fácil “azeitar” a “maquina” emperrada do crescimento. Dizia meu avô: “ ...meu neto, parar uma
fábrica é muito fácil! O difícil é faze-la voltar a funcionar”. Uma realidade.
Mas de toda forma é hora de otimismo. Mesmo acostumados ao freio de mão puxado e com as lonas
coladas, precisamos partir! Partir rumo a um futuro próspero. Quem tiver um planejamento confiável e estiver mais
preparado e organizado, sai na frente. O total abandono, por tantos e tantos anos, das cidades do Litoral Norte pelo
governo do Estado é agora um trunfo que deve ser muito bem aproveitado. É hora de, com um planejamento na mão, pedir.
Pedir em alto e bom som. E porque não exigir? Em primeiro lugar estradas de acesso, modernas, seguras e compatíveis para
atendimento (pelo pico) dos usuários (temporada). Nos moldes das grandes rodovias que a algum tempo, atendem o interior.
Uma “grande onda” de crescimento econômico viria por esta nova estrada, a começar por um novo “boom” imobiliário, que
recuperaria, rapidamente, áreas e praias maravilhosas, sub aproveitadas, hoje “Abandonadas” á própria sorte.
Conjuntamente com a estrada, uma política estadual de alternativas econômicas para áreas de
preservação tais como incentivos fiscais (isenção total do ICMS) para indústrias não poluentes. Quais? A naval
(estaleiros de embarcações de recreio) a de manutenção de aviões de pequeno porte (já que temos até um aeroporto) dentre
tantas outras (o turismo, por óbvio). OTIMISMO? Não acredito em dificuldades deste plano. Nenhuma.
É só estar muito bem planejado e pedir! A dificuldade está na solução. Temos quem saiba planejar?
Se não temos, podemos contratar! Para pedir, além de uma quantidade razoável de políticos, a sociedade civil, os
empresários (mesmo os pequenos) podem engrossar as fileiras. Porque não? Vamos “azeitar” esta máquina! Estamos as
vésperas de uma “nova temporada”. Posso sentir suas “vibrações”. Ela está perto. Cabe a nós (todos), acordarmos para esta
nova oportunidade. Sem sonhos intangíveis. Pé no chão. Entender sim esse novo momento político e perseverar no REALISMO.
Não perder essa oportunidade, impar, como em outros (raros) momentos econômicos meteóricos que vivemos em um passado, não
muito distante e, que não soubemos aproveitar.
Essa é, com certeza, a hora! Dentro da nossa realidade, não nos cabe mais apenas esperar mais por
alguém que faça. Apenas “torcer” por “alguém” que deseja fazer. Precisamos sim, e urgente, de quem saiba planejar para
fazer. Precisamos sair rápido, deste marasmo econômico. E esse é o momento. É sem sombra de dúvidas, nossa
responsabilidade. Responsabilidade com nossos filhos e com o futuro desta terra abençoada que nos acolheu. Não estaremos
pedindo muito ao governador. É só pedir certo. Quem não acredita nesta realidade? Ótimo!
Ubatuba, 22/04/2003
Ronaldo Dias
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