
A Mudança na Lei de Deus II - O
Verdadeiro Dia de Repouso
“E havendo Deus acabado no dia sétimo a Sua obra que tinha
feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra que tinha
feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque
nele descansou de toda a Sua obra que como Deus criara e
fizera” (Gênesis 2:2-3)
A instituição do verdadeiro dia de repouso ocorreu por ocasião
da criação. O polêmico capítulo um do livro de Gênesis,
relata toda a criação dos Céus e da Terra por Deus, no curto
período de seis dias. Quando Ele terminou, descansou no sétimo
dia.
O texto acima diz que Deus descansou, abençoou e santificou o sétimo
dia. A partir do seu aparecimento, este dia traz todas as marcas
de sua divina origem. O ciclo semanal foi estabelecido por Deus
a partir da criação; e ele continua o mesmo até hoje. Apesar
das várias mudanças que o calendário sofreu, o ciclo semanal
continuou o mesmo. Ele não se perdeu como muitos dizem, mas
permanece o mesmo desde a criação. Seria interessante ler o
primeiro capítulo do livro de Gênesis e verificar que Deus não
deu nome aos dias da semana com exceção do sábado. O sábado
foi o único dia que ele deu nome. Os outros dias Ele chamou de
tarde e manhã do primeiro dia,... do segundo dia até o sexto
dia. Não é interessante! Deus deu origem à semana e deu nome
para o dia mais importante dela. Por que? A resposta está no
verso 11 do capítulo 20 de Gênesis “Porque em seis dias fez
o Senhor os céus e a terra , o mar e tudo o que neles há,, e
ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia de sábado
e o santificou”. Em outra palavras, o sétimo dia é o dia que
Deus separou para lembrarmos d’Ele como Criador de todas as
coisas, inclusive de nós mesmos.
O quarto mandamento é o único entre todos, que mostra as
digitais de Deus em toda a Sua vasta criação. O sábado é o
dia que Ele separou para que toda a humanidade lembre d’Ele
como o Criador do Universo, e O louve por isso. Desta forma o
homem tem a oportunidade para descansar, e ao mesmo tempo render
a Deus um culto sincero de gratidão.
Instituído na criação, o sábado é destinado a todos os
homens em todos os tempos, porque o “sábado foi feito por
causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim, o
Filho do homem até do sábado é Senhor”. (Marcos 2: 27 e
28). Neste texto, ao falar do homem Jesus referiu-se a todo o gênero
humano e não somente aos judeus (ver João 1: 9). Mas, se o sábado
foi instituído na criação, por que, então, foi dado no Sinai
a Moisés? No Sinai a lei foi dada como lembrança para um povo
que havia sido escravizado por quatrocentos anos no Egito. Um
povo quando escravizado, perde a sua identidade. É por isso que
um mandamento começa com um “Lembra-te”. Textos sobre a
perpetuação do sábado desde a criação: Gênesis 26:5 / Êxodo
16: 15 a 26, 28 e 29 / I Crônicas 9:32 / Isaías 56: 4 e 5 /
Jeremias 17: 21 a 27 / Ezequiel 22: 8 e 26 , 23: 38 / Neemias
9:14, 13: 15 a 22.
No tempo que Jesus viveu na terra, o sábado continuou a ser
observado, inclusive pelo próprio Jesus. (ver Mateus 5: 17 e 18
/ Lucas16: 17 / João 7: 23 e 24. Seus apóstolos e demais
seguidores guardaram o sábado e assim continuaram quando Jesus
já não estava mais entre eles. ( ver Lucas 23:56, 24:1 / Atos
13:14, 42 e 44 ; 15:21 ; 16:13 ; 17: 2 ; 18:4 / Tiago 2:10).
A Igreja Romana reconheceu que a mudança do sábado foi feita
por ela, e declara ainda que os protestantes que observam o
domingo, reconhecem a sua soberania e poder. “No catecismo católico
da Religião Cristã, em resposta a uma pergunta sobre o dia a
ser observado em obediência ao quarto mandamento, faz-se esta
declaração: ‘Enquanto vigorou a antiga lei, o sábado era o
dia santificado, mas a igreja instituída por Jesus Cristo, e
dirigida pelo Espírito de Deus, substituiu o sábado pelo
domingo; assim santificamos agora o primeiro dia e não o sétimo
dia. Domingo quer dizer, e agora é, o dia do Senhor’ . (
Ellen G. White - O Grande Conflito p. 448).
Quem, afinal, reivindica para si a honra da substituição do sábado
para o domingo, é a Igreja Católica Romana. “Foi a Igreja
católica que, pela autoridade de Jesus Cristo, transferiu esse
repouso para o domingo em memória da ressurreição do Nosso
Senhor”. (Mgr. De Ségur, Causeries sur lê protestantisme
d’ajour ‘ hui, 1903, p. 207).
Sobre cada um de nós, pesa a grande responsabilidade e a
importante e solene decisão de a quem obedecer e servir. Dessa
decisão depende o nosso futuro: Vida Eterna ou Morte Eterna.
Margareth Bravo
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