
A Perfeita e Imutável Lei de Deus
“Então disse o Senhor a Moisés: Sobe a Mim no monte, e fica
lá; e dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que
tenho escrito, para os ensinar”. (Êxodo 24:12)
A Bíblia fala de várias leis: civis, de
saúde e higiene, a lei cerimonial e a lei moral, que foi dada a
Adão e Eva que foram encarregados de transmitir aos seus
descendentes. Mas foi no Monte Sinai que Deus propôs comunicar
a sua lei de forma solene, deslumbrante, inesquecível e
imortal, na presença de todo o povo de Israel que testemunhou o
acontecimento. (ver relato em Êxodo 19). Ela foi escrita em
tábuas de pedra e com o próprio dedo de Deus, para que nunca
se apagasse e nem se perdesse com o tempo (ver êxodo 31:18).
Além da lei moral - chamada de Decálogo -
Deus deu ao povo um conjunto de leis cerimoniais ou rituais, que
tinham um caráter diferente daquela. À lei moral foi ordenado
que fosse colocada dentro da arca (ver Êxodo 25:16 e 21), e a
lei cerimonial foi escrita num livro por Moisés e colocada ao
lado da arca (ver Deuteronômio 31: 9, 24 e 26)
A Lei Cerimonial - constituída de
rituais - é local, temporária, transitória. Moisés deu-a ao
povo para servir de regra às cerimônias, ritos e sacrifícios
essencialmente prefigurativos do sacrifício de Cristo. Tinha um
objetivo profético, isto é, cessou no momento em que a
profecia se cumpriu, ou seja, no momento em que a imagem
encontrou o objeto que ela prefigurava. Quando o verdadeiro
cordeiro que tira o pecado do mundo morreu na cruz do Calvário,
o véu do templo se rasgou de alto a baixo, fazendo cessar a lei
de sacrifícios de animais para a remissão dos pecados (ver S.
Marcos 15: 37 e 38).
A Lei Moral - que é divina, perfeita,
espiritual, imutável e eterna, se dirige à humanidade inteira
(ver relato em Exodo 20:1 a 17). Ela perdura para sempre. Jesus
a cumpriu, defendeu e mostrou sua imutabilidade ( ver S. Mateus
5: 17 e S. Lucas 16:17). Portanto, nenhum homem tem o poder ou
autoridade para modifica-la. Ela é perfeita, santa, justa e boa
(ver Romanos 7:12). O que é perfeito não precisa de reparos,
emendas e reajustes. Tudo o que Deus faz é perfeito, e o que é
perfeito, não necessita de mudanças.
Não compete ao homem, modificar o texto da
lei de Deus para apoiar seus convenientes e mesquinhos
objetivos. (ver Deuteronômio 4:2 e Apocalipse 22:18 e 19). Esta
lei servirá de norma de juízo. Todos serão julgados por ela
(ver Tiago 2:12).
A descrição do texto em Exodo 20: 1 a 17,
diz que a lei foi registrada em duas tábuas de pedra, não em
uma. Qual a importância de ser em duas tábuas, e não em uma?
Bem, digamos que Deus quis fazer uma “separação”
importante. Na primeira tábua, Ele registrou quatro mandamentos
que dizem respeito ao relacionamento do homem com Deus. Na
segunda tábua, Ele registrou seis mandamentos que dizem
respeito ao relacionamento do homem com seu próximo. Foi
exatamente isso que Jesus quis dizer quando resumiu a lei em
dois grandes mandamentos: “Amarás o Senhor teu Deus de
todo o teu coração e de toda a tua alma e de todo o teu
pensamento. Este é o primeiro grande mandamento. E o segundo,
semelhante a este, é: amarás o teu próximo como a ti mesmo”
(S. Mateus 22:37 a 39).
Muitos pensam que esse resumo que Jesus fez
da lei, significa que a mesma foi abolida por Ele, mas isto não
é verdade. Este resumo leva-nos a concluir que se amamos a Deus
de todo o coração, alma e pensamento, guardamos os quatro
primeiros mandamentos que estão registrados na primeira tábua;
e se amamos o nosso próximo, guardamos os seis últimos
registrados na segunda tábua. Conclusão óbvia, não é mesmo?
Que os nossos desejos sejam como foram o de
Davi quando disse a Deus em oração: “Desvenda os meus
olhos, para que eu veja as maravilhas da Tua lei” (Salmos
119:18)
Textos para estudo: Salmos 19: 7 e 8 / I
João 5: 2 e 3 / S. João 14:15.
Apesar de textos bíblicos advertirem contra
a mudança da lei, alguém, um dia, resolveu fazer algumas
mudanças por conta própria. Mas isto estava profetizado pelo
apóstolo João no livro de Apocalipse. Este é o assunto do
próximo artigo.
Margareth Bravo
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