
Integridade - Uma questão de coração
“A integridade dos retos os guia; mas, aos pérfidos, a sua mesma
falsidade os destrói”. (Provérbios 11:3)
Integridade é um assunto do coração, “a fonte da vida”
(Provérbios 4:23). Como pode ser isso?
Em linguagem matemática um inteiro é o oposto de uma fração.
Portanto, integrar é unir todas as partes em um todo. Concluímos
então, que integridade é inteireza, unidade entre as partes, harmonia
de objetivos, solidez de caráter. Uma pessoa íntegra é alguém de
qualidade. Seu interior – o coração- não é fraudulento e nem vive
de aparência. A integridade abrange qualidades como: sinceridade,
retidão, desvio do mal e obediência a Deus (Ver Jô 1:1).
Vivemos num mundo onde integridade é virtude rara. O livro de
Provérbios foi escrito pelo homem mais sábio que o mundo já conheceu
– o rei Salomão. Quando tornou-se rei de Israel, pediu a Deus
sabedoria para governar a grande nação israelita. Provérbios faz
referência a assuntos morais que caracterizam os tipos de caráter que
encontramos no mundo, a começar por pessoas que exercem cargos
elevados em uma nação. Ao pedir sabedoria a Deus, Salomão tinha
consciência da grande responsabilidade que pesava sobre ele. De certa
forma, um governante é modelo para o povo. “Quando os justos se
engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo
suspira” (Provérbios 29:2). Se um governante não cumpre a lei, como
espera ele que o povo cumpra, se não dá o exemplo?
Não somos todos reis ou governantes, mas gostamos de um governante
justo. Nos tempos bíblicos as nações eram governadas por reis que
eram juízes supremos. As práticas do rei tornavam as mesmas do povo.
Ou ele estabelecia um padrão de pureza, verdade, justiça e
honestidade, ou andava pelo caminho da infidelidade, imoralidade,
injustiça, desonestidade e idolatria. Quando um rei escolhia o caminho
da justiça, o povo se alegrava, mas quando ocorria o contrário, o
povo se ressentia e suspirava.
Não é este o quadro do povo no mundo? Não anda o povo suspirando
ressentidos pelas injustiças, corrupção e desonestidade que
presencia no escalão dos governantes ?
A integridade faz as coisas certas pelos motivos certos. Só assim se
pode governar com justiça os que estão sob autoridade. Os que estão
no poder, somente estão pela vontade de Deus, e por isso mesmo, grande
é a responsabilidade deles pela posição que ocupam.
Todos nós, governantes ou não, temos um dever diante de Deus: teme-Lo
e guardar os mandamentos, pois toda obra que executamos, boa ou má,
virá a juízo. (Ver Eclesiastes 12: 13 e 14). Todos podem desenvolver
um caráter íntegro que não ceda à lisonja, nem à corrupção e nem
às ameaças. E o segredo para desenvolver tal caráter está na total
entrega do coração a Cristo. “A menos que Cristo reine supremo no
coração humano, o mal transmitirá suas características e não
existirá defesa contra o engano de qualquer natureza”. O inimigo
enganará levando a pessoa a praticar o engano. Não precisamos ceder
aos “encantos” do inimigo, mas é sábio ceder o coração a
Cristo.
Margareth Bravo
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