
O Juízo (III)
“Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura
do verdadeiro, porém, no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós,
diante de Deus”. (Hebreus 9:24)
Nos livros de Êxodo e Levítico – Antigo Testamento – nós lemos
acerca da construção do santuário terrestre, que é figura do
verdadeiro que está nos Céus, bem como o seu ritual de funcionamento
com ofertas e sacrifícios de animais. (Para uma melhor
compreensão,sugiro ler Êxodo, capítulo 25 até o capítulo 8 de
Levítico e comparar com Hebreus capítulo 9, no Novo Testamento.
Todo o ritual do santuário tinha seu objetivo. Cada pecador dentre o
povo de Israel, levava ao santuário, perante o sacerdote, a sua oferta
pelo pecado – um cordeiro macho sem mancha nem defeito. Ele
confessava seus pecados diante do sacerdote, que simbolicamente eram
transferidos para o animal que morria em seu lugar. Como o salário do
pecado é a morte (ver Romanos 6:23), o pecador deveria morrer por
causa de seus pecados. Mas era o cordeiro que morria em seu lugar. Esse
cordeiro, sem mancha nem defeito simbolizava Jesus Cristo – o
verdadeiro “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (ver S. João
1:29)
O ritual das ofertas pelo pecado fazia o povo judeu lembrar do
verdadeiro Cordeiro – Jesus Cristo – que havia de vir ao mundo no
tempo determinado por Deus, para ser a oferta de sacrifício pelos
pecados de todas as pessoas do passado, presente e futuro. Isto
significa que o sacrifício de Jesus na Cruz, foi suficiente para
livrar todos nós pecadores da morte eterna.
Hoje, não precisamos sacrificar cordeiros, pois Cristo fez isso uma
vez por todas. Basta aceitar Seu sacrifício por cada um de nós,
confessando diretamente a Ele os nossos pecados sem intermediários.
De todo o ritual realizado no santuário terrestre, uma vez por ano era
realizada a cerimônia da Expiação, que é denominada pelos judeus de
“Yom Kippur”, cujo significado literal é “dia do juízo”.
Nesse dia, o sumo sacerdote de Israel fazia a purificação do
santuário com sacrifícios de animais (ver Hebreus 9:23). No verso 24,
que a citação do texto acima, Jesus Cristo, depois de subir aos
Céus, entrou no santuário celestial como nosso Sumo Sacerdote, não
só para interceder por nós diante de Deus, mas também para fazer
expiação pelos nossos pecados confessados; isto é, para realizar o
juízo.
Assim como a purificação do santuário de Israel era o dia do juízo
para os israelitas, a purificação do santuário celestial representa
o dia do juízo para toda a humanidade.
Margareth Bravo
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