
O Mistério da Origem dos Anjos Maus
“Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura,
corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor” (Ezequiel 28:17).
Todos os anjos foram criados puros, perfeitos, cheios de bondade e amor. Amor
este que os moviam a deleitarem-se em adorar a Deus, Seu criador, e realizar a
Sua vontade. Tinham prazer em obedecer a lei de Deus e executar as suas ordens.
Mas foi neste estado de pureza que o mal originou-se com Lúcifer - aquele que
havia sido perfeito em todos os seus caminhos (ver Ezequiel 28:15).
Não há como explicar o pecado, pois que não havia razão alguma para a sua
existência. Tentar explica-lo é querer arranjar uma razão para ele, e isto
seria justifica-lo. Sua origem é um mistério e assim permanecerá, porque não
há como explica-lo.
Surge, porém, indagações como: Criou Deus o mal? Se não criou, não sabia Ele
que isto aconteceria? Foi Deus pego de surpresa?
Deus não criou o mal, fez apenas o bem, porque Ele é a própria fonte do bem.
Nada é desconhecido para Deus, e por isso Ele nunca é pego de surpresa. Ele
conhece o futuro e possuía conhecimento dos eventos futuros, mesmo antes de
criar os mundos. Tudo o que Deus faz é perfeito, e por isso, não precisa de
remodelação diante das circunstâncias; não precisa fazer arranjos para
ajeitar isso ou aquilo; Ele não fez adaptações quando o mal surgiu.
Lúcifer foi criado nobre e belo; foi colocado em posição superior à dos
outros anjos, de modo que era muito honrado entre eles. Todos os anjos do Céu o
admiravam pela beleza, esplendor e inteligência. Todavia, não foi colocado numa
redoma, fora da possibilidade de fazer o mal. Se decidisse pelo caminho errado,
poderia escolher faze-lo e perverter seus dons. Poderia ter se firmado na
verdade, ser amado e honrado por toda a hoste Angélica. Contudo, aos poucos ele
começou a condescender com o desejo de exaltação própria; a procurar a sua
própria honra e a usar a sua inteligência para atrair a atenção para si
mesmo. Toda honra e glória pertence somente a Deus, e Lúcifer considerou-a como
pertencendo a si próprio.
Começou, então uma guerra de argumentos no Céu. Jesus e seus anjos estiveram a
lutar com Lúcifer e seus aliados, para que ele voltasse atrás em sua infeliz
decisão. Ele mesmo não fazia idéia das verdadeiras conseqüências de seus
atos. Mas a inveja, o ciúme e o orgulho o impediram que a justiça e a lealdade
prevalecessem. Lúcifer tornou-se Satanás, que quer dizer inimigo de Deus. Foi
expulso do Céu e com ele caiu a 3º parte dos anjos. (ver Apocalipse 12: 7 a 9 e
Isaias 14: 12-14).
A rebelião de Lúcifer se desenvolveu de forma sigilosa, a princípio, lenta mas
progressivamente, até tornar-se aberta e violenta. A ocupação de Cristo nas
Cortes celestiais, foi a de convencer Satanás de seu terrível erro, até que o
maligno e seus simpatizantes revelaram abertamente a sua rebelião contra o
próprio Deus.
Sendo Deus livre, não poderia ter criado seres para serem meros robôs para
executar as Suas ordens. A liberdade de escolha é um dom maravilhoso, que Deus
deu às Suas criaturas. Infelizmente Lúcifer usou mal a liberdade que possuía,
arrastou com ele muitos anjos e também levou o homem a pecar contra o Seu
Criador.
Mesmo conhecendo o futuro, Deus não deixou de executar Seus planos criativos.
Ele povoou o Céu com os anjos, a Terra com o homem e os outros mundos com seus
habitantes, os quais não temos conhecimento, pois pouca coisa a Bíblia revela a
respeito deles. Se deus deixasse de executar Seus planos por causa do que poderia
acontecer com a liberdade dada à Suas criaturas, Ele seria um Deus limitado e
medroso. Que Deus seria este? Simplesmente não seria Deus, não é mesmo? Que
bom que podemos louva-Lo e agradece-Lo por Ele ser o “EU SOU” - o Deus de
amor e misericórdia que já tinha a solução para o problema do pecado, caso
ele viesse a ocorrer. E bem sabemos que o Homem pecou contra Deus quando deu
ouvidos à voz do enganador, desobedecendo às Suas ordens.
E qual foi a solução para problema do pecado? O plano da Redenção - que no
Antigo Testamento era simbolizado pelo cordeiro que era morto no lugar do
pecador, através do ritual do Santuário. Aquele cordeiro sem mancha e sem
defeito simbolizava o “verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo” (ver
S.João 1:29 e 36); o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (ver
Apocalipse 13:8); o Cordeiro digno de receber toda honra e glória pelo
sacrifício na Cruz do Calvário, para redimir o homem da dura e triste
condição em que se meteu (ver Apocalipse 5:12); o Cordeiro que está hoje em
Seu trono aguardando o tempo de voltar à Terra para buscar aqueles que n’Ele
crêem e esperam (ver Apocalipse 22:1 e 3).
É dever de todos buscar a verdade para não ser enganado pelo astuto inimigo.
Deus tomou todas as providências necessárias para a salvação do homem da
condição de pecadores. Ao nosso alcance está a Palavra de Deus e cabe a nós
estuda-la para a devida compreensão da verdade. Por isso, seremos
indesculpáveis se não assumirmos a responsabilidade de buscar a verdade.
Margareth
Bravo
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